Debate ocorreu na noite deste domingo (18).
Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band — Foto: Renato Pizzutto/Band
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) participaram, neste domingo (18), de um debate do 2º turno da eleição presidencial organizado pelo Grupo Bandeirantes, em um pool formado por TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e “O Estado de S.Paulo”.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: a primeira delas é #FATO:
Flávio Bolsonaro (PL)
“Essa dívida que o atual governo está deixando, de R$ 11 trilhões.”
Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- O Banco Central informou, em nota publicada em 30 de setembro de 2026, que a Dívida Bruta do Governo atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB)
- O indicador reúne as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Assim, o valor não se refere exclusivamente à dívida do governo federal.
- Ao final de 2022, ano anterior ao início do terceiro mandato de Lula (PT), a Dívida Bruta do Governo havia atingido R$ 7,2 trilhões, o equivalente a 73,5% do PIB da época.
“Foi o presidente [Jair] Bolsonaro que passou para no mínimo R$ 600 do Bolsa Família. Você sabia disso? Você lembra disso? Porque, na época do governo Lula, ele simplesmente abandonou vocês. Era R$ 75 para um, R$ 100 para outro, em média R$ 190. O Bolsonaro triplicou esse valor.”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- O benefício chegou a R$ 600, em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas com participação do Congresso, e não só do Executivo. Segundo a Câmara dos Deputados, o Bolsa Família pagava, em média, cerca de R$ 189 em 2021, antes de ser substituído pelo Auxílio Brasil.
- A primeira etapa do aumento teve iniciativa de Bolsonaro. De acordo com a Câmara, a Medida Provisória 1.076/2021, editada pelo então presidente, criou um complemento para que as famílias recebessem ao menos R$ 400. Após aprovação do Congresso, a medida deu origem à Lei 14.342/2022, que tornou esse valor permanente.
- A elevação de R$ 400 para R$ 600, por outro lado, veio por uma emenda aprovada e promulgada pelo Congresso. A Emenda Constitucional 123, de 14 de julho de 2022, estabeleceu um adicional de R$ 200 apenas de agosto a dezembro daquele ano. Por ser uma emenda constitucional, não precisava de sanção de Bolsonaro nem estava sujeita a veto presidencial.
- Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula anunciou uma atualização de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro. A pasta informou que essa é a primeira correção pela inflação desde a reformulação do programa, em 2023, e recompõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março daquele ano e agosto de 2026.
“Eu fui até lá, aos Estados Unidos, para defender as empresas e os produtos brasileiros. Sabe o que o governo fez? Não mandou ninguém. Não mandou nem unzinho para ir lá te defender.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- Em 2 de abril de 2025, Donald Trump anunciou tarifas adicionais de 10% sobre as importações de produtos brasileiros. Em 6 de agosto, entrou em vigor uma sobretaxa adicional de 40%, assinada no mês anterior, elevando o total para 50%. Apesar disso, o governo americano decidiu deixar quase 700 itens sem a cobrança extra.
- Em 6 de outubro, Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 30 minutos, e o presidente brasileiro pediu ao americano para revogar o tarifaço.
- Em 16 de outubro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se na Casa Branca com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. “Reiterei a posição brasileira, transmitida diretamente pelo presidente Lula ao presidente Trump na semana passada, sobre a necessidade de reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano desde julho”.
- Em 20 de novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros, como carne bovina e café, totalizando mais de 200 itens.
- Em 7 de maio de 2026, Lula esteve pessoalmente nos Estados Unidos para uma reunião com Trump na Casa Branca. Após o encontro, o americano escreveu em uma rede social: “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”.
- Lula estava acompanhado das seguintes autoridades: Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
- Em 26 de maio de 2026 foi a vez de Flávio Bolsonaro se reunir com Trump na da Casa Branca. Participaram desse encontro o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, e o youtuber Paulo Figueiredo.
- Em 7 de julho, Flávio Bolsonaro discursou em uma das audiências públicas nos Estados Unidos promovida pelo Escritório do Representante de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês). A audiência era aberta a interessados que se inscreverem, caso do senador e candidato ganhou o espaço para falar no a presidente, que teve atuação independente e sem relação com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
- O governo federal não enviou representantes para falar pelo Executivo nas audiências. A embaixada brasileira em Washington optou por mandar representantes na condição de observadores. O entendimento do governo foi o de que aquele espaço, de audiências públicas, não era o adequado para negociação real, preferindo conversas técnicas.
- O entendimento do governo brasileiro foi o de que aquele espaço, das audiências públicas, não era o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias.
- Em 22 de julho, entrou em vigor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. E, em 24 de julho, foi imposta uma nova taxa, de 12,5%, sobre produtos brasileiros.
- As duas novas tarifas resultam em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA. Milhares de itens, porém, ficam isentos das cobranças. Entre eles, estão produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina.
“Você foi condenado em primeira instância, você foi condenado em segunda instância, você foi condenado no STJ [Superior Tribunal de Justiça], você foi condenado no STF [Supremo Tribunal Federal]. Você foi condenado em todas as instâncias, Lula, e foi descondenado pelos seus amigos.”
- A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a condenação de Lula em primeira e segunda instância e no STJ é #FATO.
- A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a condenação de Lula no STF é #FAKE.
Veja por que a primeira delas é #FATO:
— Foto: g1
- O presidente Lula (PT) foi condenado em primeira, segunda instância e no STJ nos processos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, ambos no âmbito da Operação Lava Jato.
- A condenação inicial, em primeira instância, foi proferida em 12 de julho de 2017, quando o então juiz federal Sergio Moro, que comandava a 13ª Vara Federal de Curitiba, fixou pena de 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Triplex — Lula havia sido acusado de receber o imóvel como propina da empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras. A segunda condenação, também em primeira instância, veio em 6 de fevereiro de 2019, assinada pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, que determinou 12 anos e 11 meses de reclusão no processo do sítio de Atibaia, em que ele foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro..
- A defesa de Lula recorreu das duas decisões ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de segunda instância, que confirmou as condenações e ampliou as penas em ambos os casos. No processo do Triplex, julgado em 24 de janeiro de 2018, a 8ª Turma manteve a condenação por unanimidade e elevou a pena para 12 anos e 1 mês. Já no caso do Sítio de Atibaia, apreciado em 27 de novembro de 2019, a turma aumentou a sanção para 17 anos e 1 mês.
- Posteriormente, em 23 de abril de 2019, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de Lula no caso do tríplex, mas reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias. Mas a Corte não chegou a julgar a ação da defesa do petista referente ao sítio de Atibaia a tempo, porque, em março de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações do ex-presidente, alegando que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o foro correto para julgar aqueles processos.
Veja por que a segunda delas é #FAKE:
— Foto: g1
- Lula não foi julgado no STF. Na verdade, o que a decisão de 8 de março de 2021 do ministro Edson Fachin fez foi anular todas as condenações proferidas no âmbito da Operação Lava Jato ao reconhecer a incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba — então comandada por Sergio Moro e, posteriormente, por Gabriela Hardt.
- Na avaliação de Fachin, os processos não tinham relação direta com os desvios da Petrobras, o que violava o princípio do juiz natural.
- A anulação não tratou do mérito da condenação e também não disse, em nenhum momento, que o petista era inocente. Só pontuou que a decisão não cabia a Moro (ou Hardt) julgar Lula naqueles processos específicos.
- Em 23 de março de 2021, a 2ª Turma do STF declarou em julgamento que Moro agiu com parcialidade ao condenar Lula no caso do triplex, estabelecendo que esse processo deveria voltar à estaca zero. Em 23 de junho, o plenário da Corte confirmou essa decisão.
“Você vai ver lá o áudio do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro [controlador do Master], em que ele fala o seguinte: ‘O filme do Bolsonaro foi tudo bem, tudo certinho. O filme do Lula teve R$ 30 milhões por fora no Instituto Lula’.”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- Em 9 de outubro de 2026, uma reportagem da revista “Veja” relatou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, teria afirmado, em áudio, que financiou o documentário “Lula” (2024), dirigido por Oliver Stone e produzido em 2022 e 2023. Segundo a publicação, a declaração faria parte da proposta de delação do ex-banqueiro.
- Naquele mesmo dia, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram que Vorcaro fez essa afirmação em depoimento ou apresentou documentos sobre o suposto financiamento ao documentário.
- A PF afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo descrito pela revista nem entregou à instituição documentos ou informações sobre o assunto.
- Em nota, a PF também declarou ter recebido uma notícia-crime do grupo Prerrogativas com um pedido de investigação do caso. Os advogados pediram uma perícia no áudio atribuído ao banqueiro que inclui acusações contra o presidente, candidato à reeleição. A PF avalia a denúncia feita pela campanha do petista para decidir se abre ou não um inquérito sobre o tema.
- A PGR também negou as informações. De acordo com o órgão, as negociações foram conduzidas exclusivamente pelos advogados de Vorcaro, sem interlocução direta entre o ex-banqueiro e representantes da Procuradoria: “Não houve depoimento oral do Sr. Vorcaro, justamente por conta da rejeição da proposta, cujos motivos foram expostos à defesa”.
- A defesa do ex-banqueiro, em nota assinada pelos advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz, também negou a existência de um anexo sobre o tema na proposta de colaboração premiada do cliente, que acabou rejeitada.
- A defesa de Vorcaro também diz que ele não prestou depoimento à PF ou à PGR durante as tratativas. Os advogados afirmam que não confirmam “o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”.
“[Governo de Lula registrou] recorde de mulher assassinada.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em julho de 2026, o Brasil registrou, em 2025, 1.571 feminicídios. O número representa alta de 4% sobre 2024 (1.504) e é o maior desde 2015, quando esse crime foi tipificado.
- De acordo com o Código Penal, feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
- Em entrevista ao g1, Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do FBSP, afirmou que a alta se explica tanto pela tipificação do crime quanto por sinais consistentes de aumento real. “Se a gente estivesse lidando apenas com a melhoria do registro, a gente ia esperar uma estabilização após alguns anos. Mas o que a gente tem observado é um crescimento que segue de forma contínua ao longo desse período de monitoramento”, disse a especialista.
- Os registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres somaram 286.270 em 2025 (alta de 2,6% em relação a 2024). É o maior índice desde ao menos 2016, primeiro ano com dado nacional nas edições anteriores do anuário. Segundo o FBSP, isso equivale a pelo menos uma agressão a cada dois minutos.
- Outros indicadores de violência contra a mulher também subiram em 2025, segundo o levantamento: as tentativas de feminicídio cresceram 6%; os descumprimentos de medida protetiva, 17%; e os casos de perseguição (stalking), 30%.
- Considerados todos os assassinatos de mulheres, por qualquer motivação, houve queda. Foram 3.539 em 2025 (ou 5,5% a menos que em 2024). Os feminicídios, porém, cresceram e passaram a representar 44,4% dessas mortes, o maior percentual da série.
“Você já gastou com a Janja R$ 7 bilhões.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- O Fato ou Fake consultou o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), que é acessível publicamente. O site mostra que valor mencionado pelo candidato no debate deste domingo se aproxima do total de R$ 7,35 bilhões de despesas com viagens de toda a estrutura do governo federal – a cifra, portanto, não se refere apenas a gastos do presidente Lula e da primeira-dama Janja. Ou seja, engloba a Presidência da República e órgãos federais, autarquias e ministérios.
- Desses R$ 7,35 bilhões, foram gastos R$ 2,28 bilhões em 2023, R$ 2,37 bilhões em 2024 e cerca de R$ 2,35 bilhões em 2025.
- O Portal de Transparência também indica que, entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, a Presidência da República efetuou gastos que somam R$ 150,5 milhões. Esse valor inclui despesas com passagens e diárias, mas não especifica a parcela vinculada a viagens envolvendo o presidente e a primeira-dama.
- Procurada pelo Fato ou Fake, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) desmentiu a alegação de Flávio Bolsonaro e afirmou, por e-mail: “É falso. As informações sobre as viagens a serviço realizadas pelo Governo do Brasil são de caráter público e disponibilizadas no Portal da Transparência, cuja gestão é de competência da Controladoria-Geral da União (CGU). O valor de R$ 7 bilhões é referente às despesas com a totalidade de viagens a serviço no Poder Executivo Federal, o que inclui os órgãos e as entidades da Administração Direta, Autárquica e Fundacional, além de algumas empresas estatais que utilizam o Sistema de Concessão de Diárias e Passagens (SCDP), gerido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e o sistema próprio do Banco Central (Bacen)”.
- A resposta também descreve que os gastos envolvendo a Presidência e a Vice-presidência em viagens têm reserva orçamentária prevista por decreto: “As despesas de hospedagem e de diárias das autoridades integrantes das comitivas oficiais do presidente, do vice-presidente da República e dos servidores integrantes de equipe de apoio em viagem ao exterior são custeadas por dotação orçamentária do Ministério das Relações Exteriores (MRE), conforme estabelece o Decreto nº 940/1993”.
“A gente vai falar no próximo bloco aqui sobre prosperidade, e não sobre o legado que ele está deixando, um monte de recorde negativo […], recorde de empresa fechada […].”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- Não é verdade que o terceiro mandato de Lula tenha registrado recorde de empresas fechadas.
- O Fato ou Fake pediu um levantamento ao Serasa Experian que mostrasse o total de falências requeridas em toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2012. De acordo com o documento, o maior índice ocorreu nas gestões de Dilma Rousseff e Michel Temer, com destaque para os anos de 2015 (1.828 CNPJs), 2012 (1.810 CNPJs) e 2016 (1.797 CNPJs).
- Nos três primeiros anos do atual governo, o número de empresas com falência requerida vem, na verdade, diminuindo. Veja: 2023 – 846; 2024 – 862; e 2025 – 698. Nos cinco primeiros meses de 2026, os requerimentos somaram 272.
- O que ocorreu no atual mandato de Lula foi o aumento de empresas em recuperação judicial, conceito diferente de falência, segundo o Serasa Experian: “A recuperação judicial é o processo mediado pelo Estado, conduzido dentro do Poder Judiciário. Ela é indicada quando a empresa já não consegue negociar amigavelmente com todos os seus credores. A falência é a situação em que não há mais chance de salvar o negócio. Diferentemente das recuperações, que visam manter a empresa viva, na falência ocorre a liquidação dos ativos”.
- O levantamento aponta que o número de recuperações judiciais subiu de 1.728 em 2023 para 2.184 em 2024, chegando a 2.610 em 2025 – o pico da série histórica. Até maio de 2026, cerca de 650 empresas haviam pedido recuperação.
“[Eu] Nunca quis tirar nada disso [código de rastreamento de munições].”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- O candidato fez essa afirmação logo após o candidato Lula questionar: “por que você queria tirar a marca da bala, o número da bala, para que não fosse identificada?”.
- Como senador, Flávio Bolsonaro se posicionou pelo menos duas vezes a favor do PL 3.723/2019, em tramitação no Senado, que, entre outras medidas, elimina exigência de marcação de munições e código de rastreio. O projeto foi proposto pelo Poder Executivo em 2019, quando Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, era o presidente da República.
- De acordo com um texto publicado em 2022 no site da Agência Senado, o Estatuto do Desarmamento determina que as munições comercializadas sejam acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras, gravado na caixa, para possibilitar a identificação do fabricante e do comprador. O PL 3.723/2019 elimina essa exigência de marcação de munições e código de rastreio.
- Segundo as notas taquigráficas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado 9 de março de 2022, Flávio Bolsonaro cobrou o fim dos adiamentos e defendeu votar o texto.
- Ele também publicou, em sua conta no Facebook, o seguinte post em 18 de dezembro de 2021: “Fala, pessoal! Alguns desinformados/mal-intencionados estão dizendo por aí que votei contra o PL 3723/2019, que amplia o acesso às armas, mas como votar contra algo que sou declaradamente a favor e que a votação sequer ocorreu?”.
- Na entrevista concedida à Globo nesta sexta-feira (16), o candidato foi questionado pela apresentadora Renata Lo Prete sobre o tema. Ela perguntou: “No governo do seu pai, o senhor atuou para tentar aprovar no Senado um projeto que retiraria a marcação nas cápsulas de balas compradas para o uso das Forças de Segurança. Queria entender qual o sentido dessa medida, porque a eliminação desse registro compromete tanto a investigação de autoria de crimes quanto a possibilidade de descobrir como armas legais vão parar na mão do crime organizado. O senhor pode explicar essa posição?”.
- Na resposta, ele falou: “Mais uma vez, eu vou tratar esses chefes de organizações criminosas, Comando Vermelho, PCC e milícias como narcoterroristas. Vão ficar, vão morrer presos na cadeia ou vão ser neutralizados pela polícia que enfrentarem.Isso é muito maior do que qualquer detalhezinho desse em cima de uma cápsula”.
- Na sequência, Lo Prete disse: “Entendi que fiquei sem resposta sobre a questão de retirar a marcação das munições”. Ao que o candidato declarou: “Mas isso é uma coisa muito menor, eu estou falando o que interessa”.
“Até agora [as propostas do governo Lula para segurança pública] não fizeram efeito, né? Vocês estão vendo a redução aí de roubo de celular?”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- O número de celulares roubados diminuiu ao longo do terceiro mandato do presidente Lula (PT).
- Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 442.999 aparelhos foram roubados em todo o país em 2023.
- No ano seguinte, o número caiu para 408.480, e chegou a 331.206 celulares roubados em 2025.
“Você [Lula] pode explicar por que 73% dos presidiários votaram em você?”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- O percentual mencionado pelo candidato refere-se a um levantamento realizado pelo site Poder 360, que apontou que Lula teve 72,6% dos votos válidos em seções eleitorais de presídios e unidades socioeducativas no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro, 23,3%.
- A declaração, no entanto, omite que presos que já foram condenados não podem votar. O levantamento considera votos de presos provisórios, adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação e funcionários de presídios.
“Mais de 40 milhões do Brasil moram em áreas conflagradas, áreas que são dominadas por esses narcoterroristas.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Uma pesquisa contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha, publicada em maio deste ano, estima que 68 milhões de brasileiros percebem a presença de grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas ou milícias no seu bairro de moradia, o equivalente a 41% da população. Destes, quase metade classifica essa atuação como “visível” ou “muito visível”. No entanto, 12% dos entrevistados disseram ter sido compelidos a contratar serviços oferecidos pelos criminosos.
- A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, afirmou em entrevista ao jornal “O Globo” que isso pode ser interpretado como uma “notícia positiva” do levantamento, em termos de incidência, pois essa “nova camada, ainda mais cruel de exploração da população nesses territórios, ainda parece restrita a algumas localidades”.
- Em junho de 2025, o mesmo Datafolha publicou estudo também encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em que afirmou que ao menos 28,5 milhões de pessoas convivem com o crime organizado no bairro onde vivem.
- Já o estudo “Governança criminal na América Latina: prevalência e correlações”, realizado pela universidade britânica Cambridge e publicado em agosto de 2025, estimou que entre 50,6 milhões e 61,6 milhões de pessoas vivem em locais com regras impostas por facções criminosas.
- O movimento de governadores para classificar grupos criminosos como “narcoterroristas” reacendeu o debate na segurança pública e levantou alertas jurídicos e diplomáticos. A proposta é vista por especialistas com potencial de causar mais danos do que resultados, como travar investigações e enfraquecer as polícias estaduais.
- A preocupação é que enquadrar o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas, o Brasil pode entrar em uma zona de risco diplomático e econômico.
“[Lula] Vetou o fim da saidinha, a gente teve que derrubar o veto no Congresso Nacional.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Em 28 de maio de 2024, o Congresso derrubou vetos parciais do presidente Lula à proposta que colocava fim à saída temporária dos presos, a chamada “saidinha”, em feriados e datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal.
- Na Câmara, 314 deputados votaram pela derrubada, e 126 pela manutenção do veto. No Senado, 52 senadores votaram pela derrubada, e 11 pela manutenção.
- Lula aceitou uma recomendação do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para manter o direito à saída temporária dos presos do semiaberto para visita a familiares. Para o ministro, o trecho precisou ser vetado pois contrariava princípios da Constituição, uma vez que violava o princípio da dignidade humana.
- A saidinha beneficia presos que estão no regime semiaberto – eles trabalham durante o dia em colônia agrícola ou industrial, ou que estudam. Vale para o preso com bom comportamento, que tenha cumprido 1/6 da pena se for réu primário e 1/4 se reincidente. O benefício não é concedido a detentos que cometeram crimes hediondos ou com grave ameaça e violência, como assassinato.
“A Polícia Federal até agora não foi atrás do seu filho.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Polícia Federal (PF).
- As investigações partiram de desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas os inquéritos envolvem suspeitas de crimes de tráfico de influência e corrupção.
- Dois dos inquéritos estão sob relatoria do ministro do STF André Mendonça, e o terceiro, com Flávio Dino.
- O primeiro foi autorizado em 30 de julho para investigar essas suspeitas. A PF apura se Lulinha atuou para facilitar o acesso do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a integrantes do governo federal, especialmente em tratativas ligadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis.
- O segundo inquérito foi aberto no dia seguinte para apurar se Lulinha teria favorecido empresários em negociações envolvendo a Dataprev, empresa pública de tecnologia vinculada ao governo federal.
- Por fim, em 4 de agosto, o ministro Flávio Dino autorizou um terceiro inquérito solicitado pela PF. A investigação busca esclarecer a atuação de um grupo de pessoas que teria mantido “supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal”.
“Ele [Eduardo Bolsonaro] está exilado, perseguido.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- Irmão do candidato, oAle ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou em 18 de março de 2025 que iria se licenciar do mandato parlamentar para morar nos Estados Unidos.
- Em vídeo publicado em suas redes sociais, o então deputado justificou sua decisão pelo que chamou de perseguição à qual ele e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estariam sendo submetidos no Brasil.
- Ele chegou a citar a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a sua prisão. No entanto, na época, o parlamentar não era indiciado nem denunciado na investigação da trama golpista do 8 de Janeiro.
- Em maio de 2025, a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu abertura de inquérito para investigar Eduardo, com objetivo de apurar ações que teriam interferido nos processos envolvendo Jair Bolsonaro e sua atuação nos Estados Unidos.
- Em dezembro do mesmo ano, Eduardo teve seu mandato cassado por excesso de faltas pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
- Já em abril de 2026, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão por tentativa de interferir no julgamento do pai.
“Não foi você que prendeu [o ex-banqueiro Daniel] Vorcaro [controlador do Master]. Foi o ministro André Mendonça [do Supremo Tribunal Federal], que você [Lula] diz que é seu inimigo.”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos, enquanto, segundo investigadores, tentava sair do país em um avião particular com destino a Malta.
- A prisão ocorreu como parte da primeira fase da Operação Compliance Zero. Naquela data, a Polícia Federal (PF) cumpriu outros seis mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
- Naquele momento, o inquérito sobre Vorcaro ainda não havia chegado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tramitava em instâncias inferiores da justiça. Estava na 10ª Vara Federal de Brasília.
- A ordem de prisão do ex-banqueiro foi assinada pelo juiz substituto Ricardo Augusto Soares Leite, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. Ou seja, não foi André Mendonça que determinou a primeira prisão do empresário.
- O caso chegou ao STF em 3 de dezembro do ano passado. O inquérito, originalmente, estava sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado atendeu a um pedido da defesa, que citava um contrato imobiliário envolvendo o deputado federal João Carlos Bacelar, que, por ser congressista, tem foro privilegiado. Ou seja, em caso de crimes cometidos no exercício do mandato, as condutas são julgadas por tribunais superiores..
- A relatoria do inquérito passou a André Mendonça em fevereiro deste ano, depois de Dias Toffoli declarar suspeição. O ministro, por sua vez, determinou a prisão preventiva do banqueiro em 4 de março atendendo a um pedido da Polícia Federal. Foi sua primeira ação enquanto relator do inquérito.
- Nesse intervalo de tempo, Vorcaro chegou a sair da prisão em 29 de novembro de 2025 e usar tornozeleira eletrônica.
- Desde então, a Segunda Turma do STF já referendou a decisão de André Mendonça, mantendo a detenção preventiva de Vorcaro.
“Lula, com você a criminalidade explodiu no Brasil.”
— Foto: g1
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- O Anuário da Segurança Pública divulgado em julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) caponta que o Brasil chegou à marca de 15,4 mortes a cada 100 mil habitantes em 2025. Isso significa que o país atingiu, com dois anos de antecedência, uma meta estipulada para 2027.
- O Plano Nacional de Segurança Pública, elaborado pelo governo federal, estabelecia a meta de 16 homicídios dolosos a cada 100 mil habitantes para o ano que vem.
- Com as 40.775 mortes violentas registradas em 2025, o Brasil chegou ao menor patamar nesse indicador desde 2012. Isso se deu pela redução dos crimes em 20 das 27 unidades federativas.
- Foi a primeira vez em que o país registrou uma taxa de 19,1 mortes a cada 100 mil habitantes. O menor patamar alcançado anteriormente havia sido de 20,8 casos por 100 mil, no ano passado.
- Por outro lado, o Anuário também aponta que os feminicídios no Brasil bateram recorde em 2025, número que vai na contramão do registro do menor patamar de mortes violentas em geral em mais de uma década. Também houve alta maioria dos indicadores de violência contra as mulheres.
Lula (PT)
“Fui o único presidente que fez superávit nos oito anos de governo.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- O Fato ou Fake consultou a base de dados do Resultado Primário do Governo Central, divulgada pelo Tesouro Nacional em 27 de janeiro de 2023. Ela mostra que, nos oito anos que englobam os dois primeiros mandatos de Lula, os resultados primários foram positivos entre 2003 e 2010.
- O superávit primário é o dinheiro que “sobra” nas contas do governo depois do pagamento de despesas, exceto juros da dívida pública. Por isso, é conhecida como a economia feita pelo governo para pagar os juros.
- No período pós-redemocratização, Fernando Henrique Cardoso foi o único presidente, além de Lula, a cumprir dois mandatos integralmente (1995-1998 e 1999-2022), mas os dados não mostram superávit primário em todos os anos. Em 1997, houve déficit de 0,3%.
“Tenho orgulho de ser o primeiro presidente da República a ter conseguido dois graus de investimento, de 2007 a 2010.”
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#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- No segundo mandato de Lula (2007-2010), o Brasil obteve duas melhorias consecutivas em sua nota de crédito soberano concedida pelas três principais agências globais de risco: Fitch, S&P Global Ratings e Moody’s. Essa avaliação serve como guia para investidores mensurarem a estabilidade econômica do país e se o retorno compensa os riscos de aporte de capital no território nacional.
- Contudo, foi apenas no segundo ciclo de elevações que o Brasil atingiu grau de investimento. Segundo a metodologia da S&P Global Ratings: “As classificações de grau de investimento incluem as notas BBB- ou superiores. Especificamente, a escala de grau de investimento vai de BBB- (o grau de investimento mais baixo) a AAA (a nota mais alta). Entidades e obrigações nessa categoria geralmente têm risco de crédito relativamente baixo a moderado e capacidade mais forte de cumprir compromissos financeiros”.
- O primeiro movimento ocorreu entre maio e agosto de 2007. A Fitch e a S&P subiram a nota brasileira de BB para BB+, seguidas pela Moody’s, que ajustou o rating de Ba2 para Ba1. Apesar do avanço, o país permaneceu no nível especulativo — categoria que, segundo a metodologia S&P, “abrange as notas de BB+ até D (inadimplência) e indica maior vulnerabilidade a calotes e riscos de crédito”.
- Depois, entre abril e maio de 2008, a S&P e a Fitch elevaram a nota soberana de BB+ para BBB-, alçando o Brasil ao grau de investimento. Em setembro de 2009, a Moody’s seguiu as concorrentes e reajustou a nota de Ba1 para Baa3, diminuindo o risco do país.
“Ele sabe que, quando eles governaram o país, […] ficou um déficit de 2,8%.”
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A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- De acordo com dados disponíveis no boletim do resultado do Tesouro Nacional, na série histórica, Lula não herdou, ao iniciar o seu terceiro mandato, um déficit primário de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Na verdade, em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), houve um superávit de 0,5% do PIB (R$ 46,4 bilhões).
- Essa conta mostra a diferença entre receitas e despesas, sem incluir gastos com juros, segundo números do Tesouro.
- No primeiro ano do atual governo Lula, em 2023, houve déficit de R$ 228,5 bilhões, ou 2,1% do PIB. A atual equipe econômica atribui o tamanho do déficit, em parte, a despesas que não teriam sido pagas no governo Bolsonaro. Uma delas são gastos com precatórios que a administração atual pagou em 2023, no valor de R$ 92,4 bilhões. São recursos referentes a sentenças judiciais definitivas.
- Para 2026, o governo estima um déficit primário efetivo de R$ 52 bilhões, ou 0,4% do PIB, segundo dados do mais recente Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias. O número se transforma num superávit de R$ 10,8 bilhões, ou um pouco menos de 0,1% do PIB, considerando abatimentos permitidos para o cumprimento da meta fiscal, como precatórios. A meta fiscal deste ano é de um superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.
“É importante lembrar que este país cresceu 7,5% em 2010. E, depois que eu deixei a Presidência, ele só voltou a crescer acima de 3% depois que eu voltei à Presidência da República, por causa da compreensão do povo brasileiro.”
- A declaração de Lula sobre os 7,5% de crescimento em 2010 é #FATO.
- A declaração de Lula crescimento superior a 3% somente depois de 2023 é #FAKE.
Veja por que a primeira delas é #FATO:
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- O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. O número oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Segundo relatório divulgado pelo órgão, o PIB do Brasil fechou 2010 com crescimento de 7,5%, como afirmou o candidato no debate deste domingo.
Veja por que a primeira segunda delas é #FAKE:
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- Lula iniciou o terceiro mandato em 1º de janeiro de 2023. Antes disso, ao longo do governo de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), houve dois registros com altas superiores ao índice de 3% mencionado pelo petista no debate. Veja os percentuais ao longo do governo de Jair Bolsonaro: 2019 (1,22%), 2020 (-3,28%), 2021 (4,76%) e 2022 (3,02%).
- Ao longo do terceiro mandato de Lula, houve um ano com registro inferior aos 3% mencionados por ele. Veja: 2023 (3,24%), 2024 (3,42%) e 2025 (2,29%).
- Além disso, em 2011, primeiro ano do governo de Dilma Rousseff (PT), o PIB brasileiro cresceu 3,9%, segundo o IBGE.
“Quando eu cheguei na Presidência em 2023, este país, que tinha tido 18 mil médicos do Mais Médicos, estava só com 12 mil médicos. Hoje, nós estamos com 27 mil, quase 28 mil médicos.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- A série histórica disponibilizada no site do Ministério da Saúde indica que, após expansão do Mais Médicos, em 2015, o programa chegou a ter 18.240 profissionais.
- O mesmo painel mostra que, quando Lula voltou à Presidência, em 2023 havia 13.716 médicos em dezembro de 2022, imediatamente antes do início do terceiro mandato. Desse total, 8.919 estavam no Mais Médicos, outros 4.797, no Médicos pelo Brasil.
- Em outubro de 2026, o contingente em atividade era de 26.660 profissionais, segundo arquivos do ministério atualizados no dia 9 deste mês. Embora houvesse 28.456 vagas, nem todas estavam preenchidas: 1.141 estavam em processo de ocupação, e 655, desocupadas.
“E é importante lembrar que, quando eu cheguei à Presidência, este país devia US$ 30 bilhões ao FMI [Fundo Monetário Internacional].”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Antes das eleições presidenciais de 2002, ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez, a gestão de Fernando Henrique Cardoso recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar a turbulência financeira em um cenário de crise cambial.
- Em agosto de 2002, o Brasil negociou um pacote de ajuda de US$ 30,4 bilhões. A quitação do empréstimo aconteceu no começo de 2006, com a antecipação do pagamento de US$ 15,5 bilhões.
“E estamos fazendo com que a economia volte a crescer. Depois de muitos anos, a economia brasileira voltou a crescer no PIB industrial, de 3,4%. É um começo extraordinário.”
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#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- Em 2024, durante o segundo ano do terceiro mandato de Lula (PT), a indústria cresceu 3,3%, segundo dados divulgados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas a indústria cresceu em três dos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), sendo que um dos registros foi superior ao mencionado pelo candidato no debate deste domingo..
- Veja os números do governo Bolsonaro: 2019 – alta de 0,5%; 2020 – queda de 3,5%; 2021 – alta de 4,5%; 2022 – alta de 1,6%.
- Veja os números do governo Lula: 2023 – alta de 1,7%; 2024 – alta de 3,3%; e 2025 – alta de 1,4%.
“Já perdoamos a dívida de 12,7 bilhões dos MEIs que estão devendo.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Na terça-feira (13), o governo Lula enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei complementar PLP 267/2026, com um pacote de medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs).
- Entre as medidas, está o perdão das dívidas de todos os MEIs inscritos na dívida ativa da União.
- O Fato ou Fake consultou o anexo “Exposição de Motivos” da PLP, documento assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Duringan, que tem o seguinte trecho: “A carteira de MEIs na Dívida Ativa da União reúne aproximadamente R$ 12,86 bilhões, distribuídos entre cerca de 3,67 milhões de devedores. Desse estoque, aproximadamente R$ 11,05 bilhões, equivalentes a 85,94% do valor informado, encontram-se nas classes de difícil recuperação ou de irrecuperabilidade e desreconhecidos do Balanço Geral da União, nos termos do art. 13 da Portaria MF nº 293, de 12 de junho de 2017. A remissão permite reduzir esse estoque e concentrar esforços administrativos em créditos com melhores possibilidades de recuperação”.
- O texto foi aprovado na quarta-feira (14) na Câmara dos Deputados, com 461 votos favoráveis e 4 votos contra. Já na quinta-feira (15), o Senado Federal aprovou a matéria, com 78 votos favoráveis e nenhum contra.
- Além do perdão das dívidas, o projeto amplia o limite de faturamento do MEI de R$ 80 mil para R$ 110 mil, a partir de 2027. A partir de 2028, o valor sobe de R$ 110 mil para R$ 140 mil. A proposta também amplia para dois o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais. Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado.
“[…] nos quatro anos do governo deles, a inflação de alimentos estava em 56,17%. Agora, nos meus quatro anos, está em 13%, quatro vezes menos.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- O Fato ou Fake consultou as medições do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), feitas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), para a categoria “Alimentação”. A análise comparou a alta acumulada de preços nos quatro anos do governo Bolsonaro (entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022) ao terceiro mandato de Lula, de 2023 e agosto de 2026. A seleção da categoria e de períodos de análise pode ser feita no site do instituto.
- Durante o governo Bolsonaro, a inflação de alimentos medida pelo IPC foi de 56,6%. Na atual gestão Lula, o acumulado está em 16,19% — cerca de três vezes maior.
- Considerando as medições do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aferidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação de alimentos sob Bolsonaro foi de 46,2%, ao passo que, no atual governo Lula, o avanço foi de 16%. Nesse caso, a inflação do governo Bolsonaro é 2,88 vezes maior que a medida na gestão Lula.
“Em 2009, você [Flávio Bolsonaro], como deputado estadual… Tinha uma discussão na Assembleia [Legislativa do Rio de Janeiro] para ampliar a licença de maternidade das funcionárias. E, de 49 deputados, você foi o único que votou contra.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Em março de 2009, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu a Proposta de Emenda Constitucional 04/2007, de autoria do então deputado Marcelo Freixo, que visava, via alteração do inciso XII do Artigo 83 da constituição do estado do Rio de Janeiro, estender a licença-maternidade de quatro para seis meses para as servidoras estaduais, com a possibilidade extensão de 30 a 90 dias no caso de aleitamento materno.
- O então deputado estadual Flávio Bolsonaro foi o único a declarar voto contrário à proposta. Durante a discussão, ele pediu a palavra e justificou o voto dizendo que considera “os quatro meses da licença-gestante um tempo razoável para que o ciclo da nova vida chegada ao lar tenha um bom início” e que “sob a visão realista de um empregador”, seriam “preteridas as mulheres em favor dos homens”, no caso de iniciativas privadas. O texto completo da discussão está disponível no site da Alerj.
- O deputado João Peixoto também havia votado contra a proposta, mas declarou a mudança do voto de “não” para “sim”.
“Porque fomos nós que tivemos a decência de aumentar o salário mínimo acima da inflação, o que eles não fizeram em nenhum ano.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Durante o governo Jair Bolsonaro, o salário mínimo não teve reajuste acima da inflação. Houve apenas o aumento real que entrou em vigor em janeiro de 2019 que já havia sido aprovado ainda no governo Michel Temer. Nos anos seguintes do governo, os reajustes apenas repuseram a inflação ou ficaram abaixo dela.
- O salário mínimo voltou a ter ganho real no terceiro mandato de Lula. Em maio de 2023, o governo elevou o piso para R$ 1.320. A partir de 2024, passou a valer uma política de valorização que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos antes.
“No governo deles, eles liberaram mais de 1 milhão de armas, mais de 1 milhão de armas, e uma parte delas foi para o crime organizado, e 1,1 bilhão de balas.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Em setembro de 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o total de registros ativos de armas no país expedidos pela PF já havia ultrapassado a marca de 1 milhão.
- Segundo levantamento do g1 via Lei de Acesso à Informação, Bolsonaro publicou decretos que permitiram a liberação de 904 mil registros de armas para CACs (grupo formado por caçadores, atiradores e colecionadores). Por consequência, o número de pessoas com certificado de CAC cresceu 474% no período (2019 – 2022), segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
- De acordo com o Instituto Sou da Paz, a alta também se deve ao armamento comprado por pessoas comuns e por servidores civis, como policiais e agentes federais, que dobrou no período (de 344 mil para 810 mil).
- Em relação às munições, a BBC publicou à época uma reportagem relatando que as medidas tomadas por Bolsonaro permitiriam a compra de 2,1 bilhões de projéteis no Brasil. A estimativa leva em conta o decreto nº 9.797/19, que ampliou o limite de compra de 50 para até mil cartuchos por ano por CACs e até 5 mil aos que detinham a posse para defesa pessoal.
“Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de cinco anos com uma bala de fuzil não fosse preso.”
— Foto: g1
A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Em 2 fevereiro de 2021, Ana Clara, de 5 anos, foi morta por uma bala perdida em Monan Pequeno, comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Declarado suspeito pela autoria do disparo, o policial militar Bruno Dias Delaroli foi preso preventivamente.
- Neste domingo (18), o jornal “O Globo” publicou uma reportagem com o título “Caso Ana Clara: entenda menção de Lula durante debate da Band sobre PM para quem Flávio Bolsonaro advogou”.
- Leia um trecho: “Neste mês, a série ‘Revelando’ trouxe à tona que o senador Flávio Bolsonaro atuou na Justiça como advogado do PM”.
- Na época, ele assinou um pedido da defesa pedindo a anulação de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mandava Delaroli para júri popular. O pedido foi negado, mas o julgamento nunca ocorreu.
“A gente fez essa maior demarcação de terras indígenas nesse país.”
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A declaração é #FAKE. Veja por quê:
- O governo que realizou o maior número de demarcação de terras indígenas foi o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
- Durante os dois mandatos de FHC, entre 1995 e 2002, foram 142 territórios demarcados, segundo o painel de demarcações por mandato presidencial do Instituto Socioambiental (ISA), disponível no site oficial da organização.
- Ao longo dos governos de Lula (PT), foram 103 terras demarcadas, e 21 durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“Nós criamos o MEI […]. Nós temos hoje 17,5 milhões de MEIs.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê:
- Em 19 de dezembro de 2008, o presidente Lula (PT) sancionou a Lei Complementar n° 128, que criou formalmente o Microempreendedor Individual (MEI). A formalização da categoria entrou em vigor em julho de 2009.
- O MEI possibilitou que o trabalhador tivesse um Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), permitindo a emissão de notas fiscais e acesso a benefícios, como aposentadoria.
- Segundo informações do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos no Brasil.
“Eu já fiz a Lei Antifacção, ela foi aprovada. Já aumentamos o tempo de cadeia para aqueles que participam das facções.”
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#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- O projeto de lei que originou a Lei Antifacção foi proposto pelo governo federal em outubro de 2025 e já previa o aumento das penas para integrantes de facções criminosas.
- Contudo, ao tramitar no Congresso, a proposta sofreu alterações.
- Na primeira passagem pela Câmara, em novembro de 2025, sob a relatoria de Guilherme Derrite (PP-SP), o texto teve seis versões.
- Já no Senado, com Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator, foi modificado novamente e retomou parte da estrutura proposta originalmente pelo governo. Na Casa, o projeto foi aprovado em dezembro do mesmo ano.
- Ao retornar à Câmara, em fevereiro de 2026, de novo sob a relatoria de Derrite, a maior parte das mudanças feitas no Senado foi rejeitada.
- Após a aprovação pela segunda vez na Câmara, o texto foi sancionado por Lula em 24 de março de 2026 com vetos. A versão sancionada era diferente da proposta original do governo, mas também endureceu as punições relacionadas à atuação de facções criminosas.
- A diferença é que, após passar pelo Congresso, o projeto passou a diferenciar as punições para quem pratica ações violentas em nome de facções e para quem ajuda essas organizações. A lei final estabeleceu penas de 20 a 40 anos para determinadas ações violentas, como o controle de territórios, e de 12 a 20 anos para formas de apoio às facções.
- Já o governo Lula propunha penas de 8 a 15 anos de prisão para integrantes de facções que buscassem controlar territórios ou atividades econômicas por meio de violência ou intimidação. Na proposta inicial, quem cometesse homicídios por ordem ou em benefício dessas organizações poderia receber penas de 12 a 30 anos de prisão.
“Você [Flávio Bolsonaro] deu emprego para a irmã e para a mulher do cara que é do Escritório do Crime, que mandou matar a Marielle.”
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#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- A mãe e a ex-mulher do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Não foram encontrados registros de que a irmã dele também tenha sido empregada.
- A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, tinham salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas, a pedido, em 13 de novembro de 2018.
- Nóbrega foi apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais conhecido como Escritório do Crime e de uma milícia no Rio. Ele foi morto em um confronto com policiais em 2020, na Bahia.
- Os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018, foram os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão. A condenação saiu em fevereiro de 2026.
- O Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel, foi mencionado mencionada no texto “PGR pede condenação de cinco réus pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes”, publicado no site do STF, que detalha a denúncia oferecida na ação penal pela Procuradoria Geral da República.
- A nota informa que Domingos e Chiquinho Brazão mantinham vínculos com milícias em diversas regiões do Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, explorando atividades ilícitas como grilagem de terras, extorsão, usura, parcelamento irregular do solo e cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança e distribuição ilegal de sinal de TV por assinatura.
- “A PGR destacou a existência de um sistema de corrupção que permitia o funcionamento de grupos de extermínio no estado, com referência ao chamado ‘escritório do crime'”, descreve a publicação.
- O g1 publicou uma reportagem em 2024 mostrando que ao dfazer pesquisas na internet sobre a rotina da vereadora Marielle Franco, o assassino confesso Ronnie Lessa utilizou um e-mail criado pelo tenente João André Ferreira Martins, ex-PM, e um dos criadores do Escritório do Crime.
“Eu sou presidente há 12 anos e tenho um apartamento de 190 metros quadrados, de R$ 1,5 milhão. Esse cidadão [Flávio Bolsonaro], com o mesmo salário que eu, comprou uma casa de R$ 10 milhões e pagou à vista uma parte dela com o dinheiro do BRB, que está metido no caso do banco do Vorcaro.”
— Foto: g1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:
- Segundo a prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula declarou ser proprietário de 50% de um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
- Flávio Bolsonaro declarou uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80. A mansão foi comprada em 2021 por R$ 5,97 milhões, com entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de R$ 3,1 milhões pelo BRB, a ser pago em 30 anos. Flávio Bolsonaro quitou a dívida três anos depois, 27 anos antes do previsto. Na época da compra, afirmou ter vendido um imóvel e uma loja de chocolates para pagar a entrada. Ao ser questionado sobre a quitação antecipada, disse ter renda como parlamentar, empresário e advogado
- O financiamento é investigado pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, que apura negócios entre o BRB e o Banco Master. Flávio Bolsonaro obteve juros de 3,71% ao ano, abaixo da média de 4,85% praticada pelo BRB em 2021.
- Ambos os candidatos declararam outros bens ao TSE. Ao todo, Lula declarou R$ 4.775.650,64 em bens, enquanto Flávio declarou R$ 8.186.555,83.



