O ex-prefeito de Jeremoabo, Derivaldo José dos Santos, conhecido como Deri do Paloma (PP), foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), junto à empresa Tcherbedo – Conglomerado Nacional, a devolver cerca de R$ 1,65 milhão aos cofres públicos, valor que será acrescido de juros e correção monetária.
A decisão foi proferida pela Segunda Câmara do TCE-BA nesta quarta-feira (12), após a desaprovação do convênio nº 178/2022, celebrado entre a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) e a Prefeitura de Jeremoabo. O acordo previa apoio financeiro para pavimentação asfáltica e urbanização da Avenida São José, mas, segundo o Tribunal, a obra foi executada parcialmente e apresentou diversas falhas técnicas.
Conforme o relatório, houve problemas na qualidade dos meios-fios e rampas, manifestações patológicas na pavimentação e instalação de postes divergentes das especificações previstas no projeto.
Além da devolução dos valores, o TCE aplicou uma imputação de débito de R$ 174.785,71 à Prefeitura de Jeremoabo, referente ao saldo de investimento não devolvido, e impôs uma multa de R$ 5 mil ao ex-prefeito.
O caso se soma a outras investigações envolvendo o ex-gestor. Em 2023, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a quebra do sigilo bancário de Deri do Paloma durante apurações sobre suposto favorecimento a uma empresa de seu sobrinho em contratos com a prefeitura.
Na mesma época, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu parecer favorável à condenação de Deri por improbidade administrativa, com base em pagamentos irregulares para reformas de escolas municipais.



