O coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em Sergipe (DIEESE), Luiz Moura questionou o governador do estado, Belivaldo Chagas, sobre a crise financeira anunciada pelo governo.
De acordo com Luiz, é inadmissível que o estado possua números melhores que os de 2017 e que apresente uma crise financeira de tamanha proporção. “O estado de Sergipe teve queda na despesa com pessoal ativo de 1% com relação à 2017 e o inativo cresceu 0,9%. Não é nada absurdo. A inflação foi de 3% e nós tivemos queda na despesa com pessoal, que é uma reclamação justa do servidor, ficar sem reajuste de salário”, disse o coordenador que completou afirmando que “não entende o motivo do governador alardear tal situação”.
O DIEESE avaliou que houve superávit nas receitas do estado com relação a 2018. Segundo os dados apresentados por Luiz Moura, o aumento foi de 21% em janeiro e a previsão para o mês de fevereiro foi de 6,4% de aumento.
“É claro que a situação do estado está difícil, mas o governador não pode alardear que se não tiver receita extra não pagará servidores e prestadores de serviço. Em 2013 a situação era pior que agora”, recomendou.
Questionado por Gilmar Carvalho sobre a possibilidade de venda do Banese em um possível acordo feito com Bolsonaro para injetar R$ 500 milhões no estado, Luiz Moura foi enfático: “Dívida se renegocia, não se vende patrimônio”.



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