Por Diógenes Brayner
Lideranças políticas de alguns partidos vinculados ao Governo, e que votam na reeleição de Fábio Mitidieri (PSD) a Governo do Estado em 2026, estão projetando uma conversa séria entre os pré-candidatos ao Senado, ex-deputado Federal André Moura (UB) e o senador Alessandro Vieira (MDB) para que os dois se unam e evitem ataques severos, um ao outro, para evitar que haja problema maior na escolha dos dois como candidatos do grupo.
É unânime a opinião de que a continuidade de críticas pessoais, partidas principalmente do senador Alessandro Vieira, pode prejudicar a chapa majoritária que terá Mitidieri como candidato ao Senado, pode facilitar a eleição de um nome sugerido pela oposição e dividir a posição sugerida pelo bloco governista, elegendo um nome de oposição. O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) mantém sua candidatura ao Senado, também como opção para a base aliada, o que não deixa de ser uma sugestão para sanar divergências, que em nada favorecem a disputa eleitoral de 2026 para o Senado.
Uma liderança da base aliada avalia que o cenário político em Sergipe começa a se desenhar com maior nitidez, admitindo que “a disputa por uma das vagas ao Senado Federal promete ser acirrada, reunindo nomes de peso e trajetórias distintas”. Admite que André Moura e Alessandro Vieira são figuras que já marcaram presença no debate público estadual e nacional.
Centro das atenções – André Moura, ex-deputado federal e ex-líder do governo Michel Temer na Câmara, volta ao centro das atenções com sua pré-candidatura ao Senado. Reconhecido por sua habilidade de articulação política em Brasília, Moura busca consolidar uma base sólida em Sergipe, contando com o apoio de lideranças locais e do governador Fábio Mitidieri.
Sua atuação anterior como secretário de Estado e sua influência em pautas federais são frequentemente destacadas como trunfos para atrair investimentos e recursos para Sergipe. Moura tem adotado uma postura combativa, posicionando-se como alternativa à atual representação do estado no Senado. Atualmente André atua como secretário de Estado no Rio de Janeiro.
Nome bem avaliado – Alessandro Vieira, delegado de polícia e senador eleito em 2018, segue em seu mandato até o final de 2026. Embora não precise confirmar sua candidatura à reeleição, seu nome é naturalmente considerado na disputa, dado seu histórico de atuação parlamentar.
Vieira ganhou notoriedade nacional por sua defesa de pautas como combate à corrupção, transparência pública e fortalecimento das instituições democráticas. Em Sergipe, mantém uma base de apoio entre eleitores que valorizam uma postura independente e fiscalizadora.
Estilos distintos – A disputa entre Moura e Vieira representa também um embate entre estilos políticos distintos: de um lado, a articulação tradicional e o pragmatismo de bastidores, de outro, a atuação voltada para pautas institucionais e de controle.
Ambos têm se manifestado publicamente sobre temas relevantes para o estado, como segurança pública, desenvolvimento econômico e infraestrutura, o que deve pautar os debates ao longo da campanha.
Alianças partidárias – Outros nomes sinalizam para disputar o Senado, como é o caso do senador Rogério Carvalho (PT), que vai à reeleição, com um trabalho firme e seguro, ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), que fez boa administração como prefeito de Aracaju, e Rodrigo Valadares, que é do União Brasil e vi se transferir para o Partido Liberal. Ele é um nome de confiança do ex-presidente Bolsonaro e conduz a direita radical em Sergipe. Os três ampliam o leque de opções para o eleitorado. A configuração final dependerá das alianças partidárias, da definição das chapas majoritárias e do cenário nacional.
Fica bem claro que a corrida pelo Senado Federal em Sergipe será marcada por disputas intensas, narrativas contrastantes e a busca por representatividade efetiva em Brasília, cada um agindo dentro de suas características para conquistar eleitores suficientes para uma vitória no pleito de 2026.
Fonte: Fax Aju



