O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) publicou na última segunda-feira, 04, a decisão que mantém a condenação de Manoel Sukita, ex-prefeito de Capela, por improbidade administrativa e suspende os seus direitos políticos, por 14 anos.
Além dos direitos políticos suspensos pelo longo período, Sukita também enfrentará algumas sanções, como por exemplo, a perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao próprio patrimônio, obtidos durante o período político em que atuava.
O caso envolve saques de dinheiro público das contas do município numa agência bancária durante a última gestão de Sukita, em 2012, justamente quando teve início o processo; a decisão sai 11 anos depois, no ano que antecede o pleito eleitoral municipal.
Em sua fala para votar contra Sukita, o desembargador Edivaldo dos Santos, justamente o relator do processo no TJ/SE, disse que o dinheiro foi sacado, porém, os pagamentos não foram feitos e o dinheiro “sumiu”.
“Os saques foram efetivados – e não há nenhuma discussão a este respeito -, os pagamentos não foram efetivados – não há nenhuma discussão a este respeito. O que se pediu ao TCU foi apurar como estava a prestação de contas daquelas verbas e isso não retira o fato que o saque foi feito, em dinheiro vivo, na boca do caixa e o dinheiro sumiu. Sumiu da prefeitura, não pagou ninguém e não entrou nas contas da prefeitura. Por outro lado, encontrou-se muita movimentação financeira na conta pessoal da parte: três milhões e quatrocentos mil, no período em que o recurso sumiu da prefeitura”, disse o desembargador.
Em entrevista a Luiz Carlos Focca, no Transamérica Notícias desta terça-feira, 05, Manoel Sukita falou sobre o caso, disse que sua defesa irá recorrer e que todos os pagamentos foram feitos, com o dinheiro que foi sacado.
O ex-prefeito disse também que vem sendo perseguido e que a resposta será dada nas urnas, em 2024, pois “o povo quer Sukita”.




