Um fato que deve ser bem analisado, mesmo que já não seja surpreendente. Aliás, começa a chegar às vistas de todos. Se as eleições municipais em Aracaju acontecessem já neste próximo domingo, o radialista Gilmar Carvalho (PSC) estaria eleito no primeiro turno. Acredite quem quiser: mas já existem avaliações que levam a isso de forma impressionante.
A disputa pela Prefeitura da Capital está na ordem do dia de parte dos políticos que deseja dar um passo à frente, inclusive pensando em 2022.
O detalhe é que quem se propor a conquistar o Governo municipal terá que enfrentar Edvaldo Nogueira (PCdoB), que tentará a reeleição. Não há dúvida sobre isso. Percebe-se claramente uma ânsia pela desenvoltura administrativa, como se tivesse à busca de consolidar o retorno. É natural que isso aconteça, porque todo o primeiro mandato executivo tem como objetivo tentar consolidar o segundo.
Mas é preciso se avaliar que há alguma coisa entre Edvaldo e Gilmar: o deputado federal André Moura. Por quê? Bem visível. Edvaldo Nogueira rasga elogios a André publicamente, por tudo que ele conseguiu, em termos de recursos federais, para Aracaju e o deseja sempre próximo. Está certo. Gilmar Carvalho, que demonstra vigor na tentativa de chegar à Prefeitura da Capital, é do PSC, que tem como presidente exatamente André Moura. E aí pode ocorrer um entrave: É exatamente Moura que vai indicar a candidatura de Carvalho.
E como ficará o ilustrado radialista nesse imbróglio?
Alguém pode falar que haverá janelas para troca de partidos, mas isso apertou de tal forma que começa a ser arriscada a troca. Assim, fica claro que Gilmar terá de encontrar uma forma de convivência com a legenda e de fazer oposição a quem está próximo e joga confetes no seu presidente. Como ainda falta pouco menos de dois anos para um confronto eleitoral, tem que se encontrar o melhor jeitinho para acomodar a todos na mesma estrutura.
Não será lá muito fácil…




