Diógenes Brayner – [email protected]
O cenário político de Sergipe em 2025 mostra uma oposição decadente, ainda marcada por disputas internas e pela busca de controle partidário. O grande desafio é transformar essa movimentação em projetos que realmente valorizem os interesses do povo, em vez de se limitar à soma de siglas. A oposição em Sergipe está na direita radical e passou a controlar partidos como Liberal, Podemos e Republicanos, que ainda não têm definição. Esses movimentos têm como objetivo estruturar uma frente competitiva contra a reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2026, apesar de enfrentar fragmentação interna e disputas de vaidade, o que fragiliza sua capacidade de se apresentar como alternativa sólida. A estratégia atual parece focada em ampliar o guarda-chuva partidário, mais por cálculo eleitoral do que por alinhamento ideológico.
Aí é que se vê, sem consenso em torno de nomes e projetos, a oposição corre o risco de se perder em disputas internas já que a lógica de acumular siglas não garante que as demandas sociais — saúde, educação, emprego e segurança — sejam colocados no centro da agenda e nem que o eleitorado se interesse por siglas novas. Lógico, para que a oposição seja relevante, precisa reorientar sua estratégia, como propor políticas públicas que respondam às necessidades reais da população sergipana. Seria mais sério criar canais de diálogo com comunidades, sindicatos e movimentos sociais, mostrando que a política não é apenas jogo de bastidores.
Isso porque, muito mais importante que a soma de partidos é a construção de um projeto coletivo que inspire confiança. Além disso, a soma de legenda que não tenha um mínimo de tendência ideológica e que procure se aliar com eventuais necessidades do povo, não acrescenta eleitoralmente em nada, porque ela serve para dar mais força aos seus adversários de ocasião. O momento político de Sergipe revela uma oposição em ebulição, mas ainda presa ao cálculo partidário. Se não houver uma guinada para valorizar os interesses do povo, a oposição corre o risco de se tornar irrelevante, mesmo com mais partidos sob seu controle. O verdadeiro poder político não está na quantidade de siglas, mas na capacidade de representar e transformar a vida das pessoas.
Lista tríplice só em janeiro
A lista tríplice para escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, não será enviada neste mês de dezembro ao Executivo, pela Presidência do TJ/SE.
*** Será enviada provavelmente em janeiro, pela presidente do TJ/SE, desembargadora Iolanda Guimarães, ao governador Fábio Mitidieri.
*** A lista sêxtupla da OAB já foi entregue oficialmente aos desembargadores e agora os candidatos os visita para mostrar currículos e fazer suas apresentações.
Mitidieri indica novos auxiliares
O governador Fábio Mitidieri deve anunciar sexta-feira nomes de futuros ocupantes de cargos de primeiro escalão na sua equipe em razão da saída dos que pretendem disputar as eleições.
*** Ontem o governador anunciou a saída, em 31 de dezembro, de pelo menos oito secretários.
*** Os nomes que assumirão cargos no Governo são mantidos no mais absoluto sigilo, mas um deles Plenário conseguiu identificar: “delegada Georlize vai para a Secretaria das Mulheres”.
Nomes para chapa majoritária
Um aliado muito próximo do governador Mitidieri disse que ele já decidiu que o ex-deputado federal André Moura (União) estará na chapa para disputar o Senado.
*** Com muita insistência e pedindo off, disse que o outro nome é o do senador Alessandro Vieira (MDB). Aliás, Alessandro diz que isso cabe ao governador.
Luísa troca PSD por Podemos
A ex-deputada Luísa Ribeiro revelou, ontem, que é candidata a deputada estadual pelo Podemos: “saí do PSD. Estou fazendo campanha tanto em Lagarto que é meu berço eleitoral quanto nos outros municípios”.
*** Luísa disse ainda que está em parceria com o deputado federal Ícaro de Valmir.
Andresa confirma voto em Rogério
Andresa, viúva de Valmir Monteiro, viajou a Brasília ontem. Disse que sobre a sua candidatura, “estou em construção e à disposição do meu partido”.
*** Confirmou que é filiada ao PT e votamos sim no senador Rogério Carvalho (PT) à reeleição.
Heleno e a questão do Republicanos
O pré-candidato a deputado federal Heleno Silva (Republicanos), disse ontem que ainda não definiu de permanecerá no partido com a troca de comando. Deixou claro que “acho difícil falar sobre essa decisão”.
*** Disse também que não sabe para onde vai, embora se saiba que ele integra o grupo liderado pelo governador Fábio Mitidieri.
Jony vai rever as bases
O ex-deputado Pastor Jony (Republicanos) disse ontem que ainda não definiu se será candidato no próximo ano, porque tem que rever suas bases. “No início do ano, provavelmente”, disse.
*** Jony disse ainda que nessa quinzena “vou falar com o presidente nacional do Republicanos para ajustar a possibilidade da minha candidatura”.
Thiago definirá filiação em abril
O deputado federal Thiago de Joaldo (PP) disse que definirá as filiações a cada partido daqui para abril, prazo máximo da janela partidária que abre em março.
*** Thiago é do PP mas já há algum tempo pretende deixar o partido e hoje integra o grupo liderado por Valmir de Francisquinho, Edvan Amorim e Emília Corrêa.
*** Candidato à reeleição, Thiago ainda mantém a perspectiva de disputar o Governo.
Discute melhor composição
Edival Góis disse ontem que está na Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil) e ainda não tem definição do projeto político eleitoral para 2026.
*** Acrescentou que no PCdoB também estamos discutindo com a militância a melhor composição possível para o partido.
Candisse está à disposição
Candisse Carvalho (PT), perguntada se seria candidata a deputada estadual ou federal, disse que as deliberações só acontecerão no próximo ano.
*** E acrescentou: “estou à disposição do meu partido”.
Alessandro e decisão escandalosa
O senador Alessandro Vieira (MDB) mostra que projeto que exige transparência às emendas parlamentares é aprovado e o relatório do projeto Antifacção lido com grandes avanços.
*** – Mas infelizmente o assunto do dia deve ser a decisão escandalosa (mais uma) do ministro Gilmar Mendes, que na prática impede o impeachment de ministros.
João Daniel e momento crítico
O deputado João Daniel (PT) diz que o Brasil vive um momento crítico diante da escalada da violência contra mulheres e suas famílias.
*** Acrescenta que “casos recentes de feminicídio expõem uma chaga social que não pode ser naturalizada”.
Guerra pelo comando de partidos
O comentário político em Sergipe é a guerra pelo comando de partidos, com Rodrigo Valadares tomando o PL e adversários reagindo ao assumir Podemos e Republicanos.
*** Isso está mexendo com alianças, deixando pré-candidatos sem espaço e alimentando rumores de traições e rearranjos eleitorais.
Grupos estão se antecipando
Essa briga por siglas mostra que os grupos políticos estão se antecipando às eleições de 2026, tentando garantir palanques e espaço para candidaturas majoritárias.
*** Assim, muitos nomes fortes podem ficar sem legenda se não conseguirem se alinhar a essas mudanças, o que gera especulações sobre novas alianças e possíveis traições.
*** Mas, nos corredores políticos, comenta-se que alguns líderes estão “pulando de barco” para garantir sobrevivência eleitoral, o que alimenta rumores de rompimentos e novas composições.
A questão é de ordem pessoal
O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, esteve à frente dessas mudanças, mas ainda permanece no PL. A perspectiva é que ele filie-se ao Republicanos.
*** Francisquinho deixa claro que não ficará no PL, porque não aceita o comando do deputado federal Rodrigo Valadares (União), candidato ao Senado.
*** Já Rodrigo quer entregar o comando do PL à prefeita Emília, para que ela indique nomes inclusive a governador.
Fonte: Fax Aju
