O pedido de liberdade apresentado pela defesa do médium João de Deus deve ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) somente após o recesso do Poder Judiciário.
João de Deus está preso desde dezembro. Denunciado pelo Ministério Público por violação sexual de mulheres e estupro de vulneráveis, o médium é réu na Justiça.
Ao todo, 506 mulheres procuraram o Ministério Público ou a polícia para relatar abusos durante tratamentos espirituais. Nos depoimentos que tem prestado, João de Deus tem negado as acusações.
Nesta terça-feira (29), o Tribunal de Justiça de Goiás informou ao STJ ter determinado a realização de uma perícia médica em João de Deus. Segundo o tribunal, a perícia vai levar até 10 dias para ficar pronta.
Na semana passada, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, havia pedido informações sobre o estado de saúde do médium antes de analisar habeas corpus apresentado pela defesa.
Como as informações sobre a saúde de João de Deus não devem ficar prontas até sexta-feira (1º), quando termina o recesso, Noronha deixará o caso para o ministro Néfi Cordeiro, relator, avaliar a questão.


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