Ação inclui prisões, buscas e bloqueio de bens em investigação sobre tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. As decisões judiciais foram executadas também na Bahia e Paraná.
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A Polícia Civil de Sergipe realizou, nesta terça-feira (14), uam operação para desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.
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Ao todo, foram cumpridas 70 ordens judiciais, que englobam mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e contas bancárias em Sergipe e em outros estados.
Operação contra grupo criminoso cumpre 70 ordens judiciais em Sergipe e outros estados
A Polícia Civil de Sergipe realizou, nesta terça-feira (14), uma operação para desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridas 70 ordens judiciais, que englobam 21 mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e contas bancárias em Sergipe e em outros estados.
As decisões judiciais foram executadas em Aracaju, São Cristóvão, Areia Branca e Tobias Barreto, em Sergipe; Salvador, Santo Antônio de Jesus e Irecê, na Bahia; e Catanduvas, no Paraná.
Segundo a Polícia Civil, todos os alvos foram localizados e as ordens de prisão foram cumpridas. Durante a operação, as equipes apreenderam celulares, computadores, armas, munições, dinheiro e veículos, incluindo automóveis de luxo. A Justiça também determinou o bloqueio de imóveis dos envolvidos.
As investigações apontam que o grupo tinha base no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, mas atuava em toda a região metropolitana de Aracaju, no interior do estado e fora de Sergipe. A polícia identificou 21 integrantes com funções divididas entre os núcleos de liderança, logística, comunicação e financeiro.
Operação Pergaminho desarticula organização criminosa interestadual. — Foto: SSP/SE
De acordo com o delegado Dermival Eloi, o grupo contava com o auxílio de profissionais liberais e um agente público. Uma advogada, um médico e um fisioterapeuta são suspeitos de fraudar documentos e laudos para facilitar benefícios judiciais, como a prisão domiciliar, para membros da organização. Um policial civil também é investigado por passar informações sigilosas e organizar escoltas para o líder do grupo.
O inquérito teve início em dezembro de 2024. Naquele período, o líder da organização cumpria prisão domiciliar por questões de saúde, mas fugiu após romper a tornozeleira eletrônica. Ele percorreu os estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, sendo recapturado no Paraná, perto da fronteira com o Paraguai. Atualmente, ele está custodiado no sistema penitenciário federal. O investigado assumiu o comando após a morte de seus irmãos em confrontos com a polícia.
A operação, intitulada de Pergaminho, teve apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A ação faz parte da estratégia nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública para o enfrentamento de organizações criminosas.
Operação Pergaminho desarticula organização criminosa interestadual. — Foto: SSP/SE




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