A cidade de Itabaiana tem mais de 100 anos de emancipada, e durante o período republicano, alguns modelos foram criados para a subsistência da mesma. Um deles é um comércio forte, sustentado pela tradicional feira do município.
Recentemente, procurando atualizar as formas administrativas municipais para evitar possíveis fraudes, o Ministério Público local tem interferido diretamente na dinâmica das gestões, propondo modelos que na prática são inviáveis. O maior exemplo é o matadouro de Itabaiana.
Historicamente, esse matadouro funcionou na informalidade administrativa, sendo apenas um empreendimento da prefeitura, assim como tantos outros, para fomentar o processo econômico dos munícipes.
Recentemente, virou até caso de polícia, quando ficou entendido que o modelo administrativo encontrado pelos prefeitos que passaram durante o processo republicano não age de forma coerente com o modelo atual exigido na gestão pública.
O problema está na existência da cidade como ponto central do desenvolvimento econômico do Agreste e da sua importância.
Historicamente, o administrador da cidade escolhe um gestor para comandar o processo de dinâmica do matadouro, recolhendo dos proprietários dos animais, fundos e tributos para quitação de obrigações com terceiros, que ali praticam diversas ações medievais, como limpeza de bucho, abate do boi, coleta de sangue, entre outras.
Esses terceiros não são e não devem ser funcionários públicos, pois agem ali como eventuais suportes de uma operação pertencente aos proprietários dos bois, e não de um produto municipal.
Para que os ajustes fossem feitos, perdemos o gestor eleito pelo povo, e assumiu em seu lugar sua vice; que deixou de arrecadar R$ 17,25 por boi abatido, durante todo esse período, além de fomentar o comércio local com atividades paralelas, algo de valor incalculável, que deixa direta e indiretamente de entrar nos cofres da prefeitura, para que sejam realizadas obras públicas e melhorias sociais. Isso apenas para moldar aos novos tempos…
Enquanto isso, os moradores pagam mais caro a carne, porque é abatida por um preço superior, e provavelmente pagará eternamente, já que por fim, o preço do abate não irá baixar e sim aumentar, para ser legalizado.
Ninguém entendeu isso, mas tudo bem, já existe uma proposta próxima de R$ 100,00 analisado pelos poderes públicos para assim poder efetivar a reabertura do matadouro, mais caro do antes questionado, no mínimo incompreensível…
Fonte: itnet




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