Foto: Divulgação/ArquivoO presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski 02 de março de 2023 | 17:15
Lula e Zelenski conversam em meio a pleito brasileiro para negociar paz na Ucrânia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na tarde desta quinta (2) com o líder ucraniano, Volodimir Zelenski. A conversa telefônica, realizada às 15h, foi confirmada pelo Palácio do Planalto.
Trata-se do primeiro diálogo entre o petista e o chefe do país invadido há mais de um ano pela Rússia. Na ligação, Lula mostrou disposição em intermediar negociações em busca da paz no Leste Europeu.
“Tive uma reunião por vídeo agora com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Reafirmei o desejo do Brasil de conversar com outros países e participar de qualquer iniciativa em torno da construção da paz e do diálogo. A guerra não pode interessar a ninguém”, escreveu Lula no Twitter.
O Brasil não quer ter qualquer participação no conflito, mesmo que indireta, e até agora negou o envio de munições à Ucrânia, em contraste com boa parte do Ocidente. Para Lula, os esforços internacionais até o momento foram infrutíferos para dar fim à guerra, que completou um ano no último dia 24.
No final de janeiro, o petista defendeu a criação de um grupo de países para negociar o fim do conflito. “Temos que criar outro organismo, da mesma forma que criamos o G20 quando ocorreu a crise [econômica] de 2008”, disse Lula em entrevista coletiva na época.
Na semana passada, o Brasil apoiou uma resolução aprovada pela Assembleia-Geral da ONU que condena as “nefastas consequências humanitárias” da invasão da Ucrânia pela Rússia, exige a retirada das tropas de Moscou do país no Leste Europeu e se compromete com a promoção da paz na região.
Em nota, o embaixador Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, afirmou que o país votou a favor da resolução “devido à necessidade urgente de a Assembleia-Geral reafirmar seu compromisso inabalável de defender os princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de alcançar a paz”.
Antes dessa votação, o Brasil havia apoiado duas resoluções contra a Rússia no ano passado —uma que condenava a anexação de porções do território da Ucrânia e outra que condenava a invasão. Porém, um texto votado em novembro passado, que reconhecia a Rússia como responsável pela reparação da Ucrânia, não foi apoiado pelo Brasil.
Renato Machado/Marianna Holanda/Folhapress
Fonte: Site Política Livre




