O Ministério Público em São Paulo encaminhou informações ao MPF (Ministério Público Federal) sobre o suposto envolvimento do médium João Teixeira de Faria, 76, o João de Deus, em um esquema de tráfico internacional de bebês e de escravização de mulheres, com um pedido formal para que elas sejam investigadas. Ao portal UOL, a defesa do médium disse que as acusações não têm provas e desmerecem “maior consideração”.
O caso foi apresentado ao MP paulista pela ativista Sabrina Bittencourt, da força-tarefa “Somos Muitas”, grupo que deu publicidade, mês passado, a uma série de casos de abuso sexual que teriam sido praticados pelo médium contra mulheres que buscavam atendimento espiritual em um centro de oração em Abadiânia, no interior de Goiás. Com as informações, o MP goiano instaurou sua própria força-tarefa, denunciou João de Deus e conseguiu que a Justiça decretasse, há menos de um mês, a prisão dele.
Sabrina divulgou um vídeo nas redes sociais no qual afirma que o médium integraria uma quadrilha de tráfico de bebês e também de escravização sexual de mulheres há pelo menos 20 anos. Funcionários dele atuariam em conjunto nos crimes relatados. “Em geral, [eram] mulheres negras de baixa renda, tanto em Abadiânia quanto em Anápolis e no norte de Minas, que viviam próximas dos garimpos ilegais de João de Deus”, diz Sabrina no vídeo, sobre as supostas escravas sexuais.
Segundo ela, que afirma ter coletado relatos de mães adotivas de países como Estados Unidos e Austrália, além de provas não especificadas no vídeo, as mulheres eram forçadas a engravidar em troca de comida para seus filhos. Veja:
https://www.youtube.com/watch?v=vcn2DBHtdK4&feature=youtu.be




