A intervenção foi reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que identificou falhas técnicas e execução fora dos padrões exigidos, resultando na responsabilização do ex-gestor e na impossibilidade de continuidade dos serviços pela administração atual.
Com a obra paralisada, um serviço provisório de tapa-buracos utilizando barro foi executado para reduzir a buraqueira. Entretanto, durante o período de estiagem, o material tem gerado poeira intensa, afetando diretamente quem reside ao longo da via.
Moradores relatam que a situação tem se agravado. “Os carros passam em alta velocidade e é poeira para todo lado. Se tiver alguém almoçando, a comida vira poeira”, contou uma moradora. Outro relato reforça o desconforto diário: “A gente limpa a casa todo dia e, quando vê, já está tudo empoeirado de novo”.
A filha de uma idosa de 76 anos também destacou preocupação com a saúde da mãe. “Ela não pode ficar exposta a tanta poeira. É doente e a casa fica cheia de pó o dia todo”, afirmou. Segundo ela, para tentar amenizar o problema, tem sido necessário molhar a rua repetidamente: “Eu molhei hoje de manhã, mas meia hora depois já estava tudo seco e cheio de poeira outra vez”.
Próximo ao Bar do Bode e às residências afetadas, moradores relatam que a rotina se tornou desgastante. Alguns afirmam considerar medidas extremas para chamar atenção das autoridades. “Eu imaginei até cavar um buraco para os carros não passarem, porque não estamos aguentando”, disse uma moradora.
De acordo com o TCE, a obra só poderá ser retomada após nova licitação a ser aberta pelo Governo do Estado, já que o contrato anterior foi invalidado pelas irregularidades constatadas. Até que isso ocorra, a comunidade segue convivendo com poeira, incômodo e risco à saúde, aguardando uma solução definitiva para um problema que se arrasta há anos.



