O Ministério Público de Sergipe apresentou novos detalhes sobre as investigações do feminicídio da empresária e estudante de Direito Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março deste ano em um hotel no bairro Coroa do Meio, na zona sul de Aracaju.
O principal suspeito do crime é o policial penal Thiago Sóstenes Miranda de Matos, que permanece preso preventivamente.
Durante coletiva de imprensa, promotores informaram que os laudos técnicos descartam a versão inicial de que o acusado teria tentado tirar a própria vida após matar a vítima. Segundo o Ministério Público, os ferimentos apresentados pelo suspeito foram provocados por disparos que ricochetearam em outros alvos dentro do quarto.
A promotora de Justiça Luciana Duarte afirmou que as provas reunidas até o momento derrubam a tese de tentativa de suicídio apresentada pela defesa.
Ainda de acordo com as investigações, a vítima estaria deitada na cama no momento em que foi atingida pelos disparos, sem possibilidade de defesa.
Dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos também apontam que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens analisadas indicam episódios anteriores de violência.
Imagens de câmeras de segurança exibidas durante a coletiva mostram o momento em que o suspeito chega ao hotel, arromba a porta do quarto e efetua os disparos contra a vítima.
O Ministério Público pediu a condenação do acusado pelo crime de feminicídio, com incidência de agravantes relacionadas ao uso de arma funcional, ao fato de o suspeito ser agente de segurança pública e às circunstâncias em que o crime foi praticado.
O feminicídio aconteceu no dia 22 de março. Após o crime, Thiago Sóstenes foi hospitalizado, recebeu alta médica e posteriormente encaminhado ao presídio militar.




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