Os bombeiros que participam das buscas às vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, passaram a usar máscaras no trabalho sobre a lama. O forte mau cheiro dos corpos em decomposição já atrai dezenas de urubus para a região da Mina Córrego do Feijão, próximo ao local do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG).
“Hoje, percebemos todos os bombeiros usando máscaras no rosto.”
De acordo com a assessoria de comunicação da corporação, as máscaras de proteção têm dupla função: evitar a inalação de resíduos tóxicos e dos equipamentos que eles estão utilizando nas buscas e, também, que os soldados sintam tão fortemente o mau cheiro.
O tenente Pedro Aihara destacou, ainda, que os militares estão sendo submetidos a um rodízio para que possam descansar.
“Os militares não estão há seis dias ininterruptos. Estão numa lógica de rodízio, mas evidente que pelo tipo de operação e pela demanda que a gente tem é um serviço extenuante. Têm circulado vídeos que mostram o cansaço físico e a exaustão, mas isso é inerente à nossa própria atividade. Ao final de uma operação como essa, nós saímos desgastados física e psicologicamente, mas pra tudo isso é feito um acompanhamento”, disse ele.




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