O presidente Lula convocou uma reunião de emergência com ministros, na manhã desta quarta-feira (31/5), para discutir estratégias para aprovar no Congresso Nacional medidas provisórias (MPs) que estão próximas de caducar.
A reunião acontece no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, e tem as presenças de ministros como Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais).
O principal foco do governo é garantir a aprovação da MP que reestruturou os ministérios. A proposta vence nesta quinta-feira (1º/6), mas ainda não foi votada nem pela Câmara dos Deputados, nem pelo Senado.
Caso a MP não seja votada a tempo por deputados e senadores, a estrutura de 37 ministérios definida por Lula perderá a validade, voltando o modelo de 23 ministérios vigente durante o governo Jair Bolsonaro.
Resistência na Câmara
A principal resistência à MP dos ministérios vem da Câmara. Diante de ameaças de desfiguração da proposta, o próprio governo pediu para adiar a votação da matéria prevista para a noite da terça-feira (30/5).
“O governo não pediu para adiar a votação por livre e espontânea vontade. O clima era de muita ameaça. Nada como baixar a poeira e retomar hoje de manhã”, afirmou à coluna um ministro palaciano.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), remarcou a votação para esta quarta-feira (31/5). Lira tem feito uma série de cobranças ao governo para acelerar a liberação de cargos e emendas para deputados aliados.
Reclamações
Segundo apurou a coluna, líderes do Centrão próximos a Lida reclamam, em especial, da dificuldade em nomear seus apadrinhados para cargos no Ibama, na Funai e em órgãos ligados à saúde indígena.
Também chegaram ao Planalto reclamações do Centrão pelo fato de ministros do governo não convidarem deputados e senadores para acompanharem suas agendas nos estados dos parlamentares.