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Os projetos visam a descongestionar os processos a serem julgados no Judiciário estadual, além de auxiliar com outras atividades administrativas. 11 de outubro de 2023 | 15:31
Uso de robôs de automação e inteligência artificial no TJ-BA traz melhorias para atendimento ao cidadão
O uso de robôs de automação e inteligência artificial (IA) na Justiça proporciona benefícios para a sociedade em diversas frentes. Por exemplo, além de reduzir o tempo de tramitação dos processos, essas ferramentas também economizam recursos e promovem a uniformidade nas decisões, contribuindo para a segurança jurídica.
Levando em conta essas vantagens para o cidadão, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), encabeçado pelo desembargador Nilson Soares Castelo Branco, tem implementado essas ferramentas no cotidiano de várias unidades judiciais.
Os resultados são expressivos. Nas Varas da Fazenda Pública, desde o primeiro trimestre de 2021, o Robô Haia já proporcionou o julgamento de mais de 130 mil processos. Quando se trata dos Juizados Especiais, mais de um milhão de petições foram impulsionadas por robôs.
O Laboratório de Inovação e Inteligência (LabJus), setor ligado à Secretaria de Tecnologia da Informação e Modernização (Setim), é responsável pela criação dessas máquinas para atender às necessidades de diferentes setores do Tribunal baiano. Os projetos desenvolvidos pelo LabJus visam a descongestionar os processos a serem julgados no Judiciário estadual, além de auxiliar com outras atividades administrativas.
“A utilização de mecanismos de robótica e IA já é uma realidade incontestável nos dias de hoje e, no Poder Judiciário, essa conjuntura se volta às inovações que permitam maior eficiência, ou seja, maior número de julgamentos com qualidade, transparência e segurança jurídica”, afirma o desembargador Paulo Alberto Nunes Chenaud, que está à frente da Coordenação dos Juizados Especiais (Coje).
Para quem tem um processo tramitando em unidades que adotam robôs de automação e IA, os benefícios são inúmeros: melhoria a qualidade das decisões judiciais; uniformização dos entendimentos e diminuição do tempo de análise dos processos; e aumento da produtividade das unidades.
Afinal de contas, uma vez que tarefas repetitivas passam a ser feitas por máquinas, os magistrados e servidores passam a ter tempo para se dedicarem a tarefas mais complexas e relevantes. Além disso, a tecnologia pode auxiliar na identificação de padrões e na análise de dados, permitindo que o Tribunal tome decisões mais embasadas e consistentes. A IA também pode ajudar a evitar atrasos na tramitação dos processos, proporcionando maior celeridade aos julgamentos e melhorando a experiência de quem busca a Justiça.
Conforme o LabJus, o uso responsável da tecnologia é fundamental para que esses benefícios sejam alcançados e, para tal, é fundamental continuar desenvolvendo políticas de segurança, ética e transparência no uso das ferramentas.
Fonte: Site Política Livre


