O Hospital Geral de Jeremoabo (HGJ) tem enfrentado uma grande demanda de atendimentos, mas reforça que segue o protocolo internacional de classificação de risco de Manchester, que define a prioridade dos pacientes conforme a gravidade dos sintomas, e não pela ordem de chegada.
A coordenadora de emergência do HGJ, Maria Paloma, detalhou como funciona o sistema de acolhimento humanizado adotado na unidade e esclareceu dúvidas comuns da população sobre os critérios que determinam o atendimento.
Como funciona a classificação de risco
Ao chegar na emergência, o paciente passa primeiro pelo processo de acolhimento. Nesse momento, é realizada uma avaliação dos sinais vitais e dos sintomas apresentados, sendo definida a prioridade de atendimento. O sistema é dividido por cores:
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Vermelho: atendimento imediato, risco de morte.
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Laranja: atendimento em até 10 minutos, risco de complicação grave.
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Amarelo: atendimento em até 50 minutos, caso urgente.
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Verde: atendimento em até 120 minutos, caso de menor gravidade.
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Azul: atendimento em até 240 minutos, casos simples, sem risco.
Segundo Maria Paloma, esse processo é essencial para salvar vidas, já que garante que pacientes em risco iminente tenham prioridade no atendimento, mesmo que outros tenham chegado antes.
Números de atendimentos
No mês de agosto, o Hospital Geral de Jeremoabo registrou 3.342 atendimentos, sendo que 85% dos casos foram classificados como verde ou azul, ou seja, situações de menor gravidade que poderiam ser resolvidas em postos de saúde ou Unidades Básicas de Atendimento (UBSs).
Ainda assim, o hospital garante assistência a todos, mesmo diante da superlotação. “Ninguém deixa de ser atendido, mas é preciso que a população compreenda que a prioridade é de quem realmente corre risco de vida”, destacou a coordenadora.
Regulação e encaminhamentos
Outro ponto importante citado por Maria Paloma é a regulação de pacientes. Quando a situação exige cuidados de maior complexidade, o HGJ realiza a transferência para hospitais de referência da região. Somente em agosto, foram mais de 100 regulações, garantindo atendimento especializado a quem precisa.
Orientação à população
A coordenadora reforçou ainda a importância de procurar os postos de saúde e as UBSs para situações simples, como febre baixa, dor de garganta ou pequenos ferimentos. Assim, o hospital pode concentrar sua estrutura nos casos mais graves, oferecendo maior agilidade e eficiência no atendimento.
“A classificação de risco não é para prejudicar ninguém, mas sim para salvar vidas. Quanto mais a comunidade entender esse processo, mais organizado será o atendimento”, concluiu Maria Paloma.



