Foto: Flávio Sande/Política Livre
O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, tem enfrentado dificuldades no comando da pasta 24 de outubro de 2023 | 12:04
“Paciência” e “comprovação” LGBT geram apreensão em classe artística na reta final de editais da Lei Paulo Gustavo na Bahia
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) tem deixado a classe artística da Bahia apreensiva com a reta final da inscrição de editais para acesso aos recursos da Lei Paulo Gustavo. Além de ser um dos últimos estados a implementar a aplicação das verbas, o sistema desenvolvido pela pasta, comandada por Bruno Monteiro, não tem dado conta do número de pedidos.
No lugar de uma explicação técnica ou que reconfortasse os artistas, a secretaria lançou um vídeo em que sugere “um pouquinho de paciência”. Nos grupos, em redes sociais, a proposta apresentada pela pasta foi vista como desdém. “Paciência não deveria estar sendo pedida. Acho inacreditável coloca isso num vídeo. O problema são os absurdos que pedem em um edital”, disse uma pessoa.
Outro fator que tem levantado grande estranheza são as comprovações pedidas. Há, por exemplo, pedido de prova de que o proponente do edital é LGBTQIAPN+. “Joguei a toalha e decidi, junto com os artistas, me preparar melhor. Ok comprovar que é negro, idoso, povo originário. Mas como é que prova que é LGBTQIAPN+? É uma pergunta séria”, questionou outra produtora cultural.
De acordo com a Secult, a Lei Paulo Gustavo vai “proporcionar um fomento à produção cultural por todo o estado”.
Através do Ministério da Cultura (MinC), a SecultBa recebeu R$148 milhões em recursos, que serão repassados para fazedoras e fazedores de cultura dos 27 territórios de identidade para serem aplicados em projetos de audiovisual e demais linguagens artísticas.
Alexandre Galvão
Fonte: Site Política Livre


