Foto: Divulgação/Arquivo
Deputado estadual Robinson Almeida, do PT, que queria ser candidato a prefeito de Salvador pelo grupo governista 21 de dezembro de 2023 | 12:54
Indignado com exclusão de disputa à Prefeitura, Robinson teria rejeitado coletiva e até encontro com Adolfo Loyola
Indignado com a notícia ontem de que seria obrigado a retirar-se da disputa à Prefeitura de Salvador pelo PT, o deputado estadual Robinson Almeida rejeitou conceder uma coletiva à imprensa para anunciar a desistência e até um encontro com o chefe de gabinete do Governo, Adolfo Loyola, no qual deveria ser comunicado formalmente da decisão do governador Jerônimo Rodrigues de anunciar a candidatura do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) em lugar da sua.
Ao tomar a iniciativa de escolher Geraldo Jr. (MDB) como candidato do grupo governista à sucessão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), decisão antecipada com exclusividade algumas vezes por este Política Livre e que deve ser formalizada em reunião hoje à tarde do Conselho Político, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teve o cuidado de escalar seu chefe de Gabinete para comunicar sua decisão à direção municipal do PT e ao próprio Robinson.
Loyola, então, teria pedido à presidente municipal do PT, Cema Mosil, que convidasse Robinson e o líder do partido na Câmara Municipal, Tiago Ferreira, para um encontro a fim de participar-lhes os motivos pelos quais a cúpula petista decidira pela candidatura do vice-governador Geraldo Jr. no lugar da do petista. Ao tomar conhecimento de que Jerônimo não participaria da reunião, Robinson decidiu, no entanto, não ir ao encontro de Loyola.
Segundo petistas, Robinson teria dito a correligionários que, depois de ter sido aconselhado por Jaques Wagner a concorrer – com sua candidatura, o senador quis impedir que o presidente da Conder, José Trindade, se filiasse ao PT para disputar a Prefeitura -, o mínimo que merecia era uma deferência sua e de Jerônimo no sentido de lhe comunicarem pessoalmente que ele não seria mais o candidato do grupo.
Quando a presidente municipal do PT comunicou ao deputado e a seu grupo que o candidato a prefeito do governo seria Geraldo Jr., Robinson e alguns aliados dele ainda tentaram esboçar uma reação, sugerindo que eles firmassem uma posição pública, através de uma “nota”, afirmando que o PT municipal manteria sua candidatura. Assim, jogariam para o Conselho Político a responsabilidade de retirá-la.
O ato de rebeldia, visto por alguns como uma forma de posicionar Robinson como um “herói” junto à militância, foi, no entanto, desaconselhado pela maioria sob o argumento de que o deputado poderia sair ainda mais desmoralizado do processo. Para muitos, aliás, a maneira como a substituição de Robinson por Geraldo Jr. foi articulada na cúpula do partido torna muito difícil mobilizar a sigla em torno da futura campanha do emedebista.
Política Livre
Fonte: Site Política Livre


