Foto: Betto Jr./Secom PMS
Reprodução/YouTube 24 de outubro de 2023 | 09:44
Diante de previsão de aumento anual, Bruno critica governo federal por falta de subsídio no transporte
“Vai haver diferença entre tarifa real e a tarifa que a população vai pagar”. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), confirmou que o valor da passagem de ônibus irá aumentar, mas que a gestão ainda está analisando a revisão tarifária. Por isso, ainda não há previsão para tal.
“Todo ano tem reajuste. Esse é o primeiro ano que não tem. […] O contrato prevê a revisão tarifária a cada quatro anos, mas ainda não chegamos ao entendimento final da diferença da tarifa”, disse, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (24).
Parte da diferença entre a tarifa real/técnica e a que a população vai pagar, contudo, será custeada pela prefeitura. O gestor informou que mandará um projeto para a Câmara pedindo autorização legislativa para pagar essa diferença, para que o aumento não recaia apenas sobre a população. “Não há outro caminho”, declarou.
Reis destacou, ainda, que a gestão já se reuniu com os ministros da Fazenda e das Cidades, Fernando Haddad e Jader Barbalho Filho, respectivamente, para tentar subsídio do Governo Federal para custear parte da passagem, mas não conseguiu. Por isso, criticou as discussões e decisões tomadas na capital federal:
“Brasília vive um mundo diferente do que vivemos nas cidades, diariamente. Brasília está discutindo homofobia, casamento homoafetivo, em vez de se concentrar em pautas que, efetivamente, vão mudar a vida e o dia a dia das pessoas que estão sendo afetadas. Toda vez que vou lá, o sentimento é que está desconectada da realidade do povo brasileiro”.
Em outro momento da entrevista, o prefeito de Salvador chamou a questão do VLT de “novela”, e que espera que o governo estadual resolva os impasses para que o sistema possa funcionar. Para ele, com novos modais, a melhor opção dos usuários do transporte na cidade será realizar o transbordo, algo constantemente criticado pelos passageiros. “Vai subir e descer em outro local, mas é mais seguro, mais confortável e, com o tempo, mais rápido. É preciso mudar essa cultura [de resistência ao transbordo]”, observou.
Juana Castro
Fonte: Site Política Livre


