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Plenário da AL-BA 23 de novembro de 2023 | 07:56
‘Bancada de Elmar’ não aparece para votar contra empréstimo de Jerônimo na Assembleia
Os principais aliados do deputado federal Elmar Nascimento (União) não compareceram na sessão desta quarta-feira (23) para votar contra o empréstimo de R$1,6 bilhão solicitado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Assembleia Legislativa. O texto foi aprovado à noite e a oposição ficou contra, alegando falta de transparência na destinação dos recursos – segundo o Executivo, o montante será aplicado em obras de infraestrutura e mobilidade.
Não apareceram para votar os deputados Marcinho Oliveira, Manuel Rocha, Robinho e Júnior Nascimento, todos do União Brasil (o primeiro é líder da sigla na Assembleia). Além deles, o deputado Pancadinha (Solidariedade), também próximo de Elmar, foi outro que não marcou presença. Dos que são mais ligados ao congressista, o único que esteve na sessão e votou contra o governo foi o deputado Emerson Penalva (PDT).
O Política Livre apurou que os seis estão insatisfeitos a condução líder da oposição, deputado Alan Sanches (União), principalmente por conta do posicionamento adotado em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a reeleição do presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes (PSD), apresentada pelo deputado Nelson Leal (PP) ontem à noite (clique aqui para ler). Nenhum dos seis assinou a PEC.
No último dia 8, em uma reunião movimentada na liderança da minoria, Alan Sanches decidiu liberar os parlamentares da oposição a se posicionarem individualmente sobre a PEC (clique aqui para ler). Na ocasião, o grupo ligado a Elmar presente se colocou contrariamente ao texto. O deputado federal é adversário político de Adolfo em Campo Formoso, reduto eleitoral de ambos, e vão se enfrentar novamente no pleito do ano que vem, cada qual apoiando seu candidato a prefeito numa eleição que é do tipo BAxVI.
Os parlamentares próximo de Elmar alegam que, em setembro, numa reunião com o prefeito Bruno Reis (União), ficou decidido que a oposição só trataria do tema da reeleição e da disputa pela Mesa Diretora da Assembleia – que só acontece em fevereiro de 2025 – depois das eleições de 2024 (clique aqui para ler). Na época, não havia indícios de quando a PEC seria apresentada.
Além de Aalan Sanches, outros parlamentares do União Brasil, partido de Elmar, assinaram a PEC, inclusive o presidente do partido em Salvador, deputado Luciano Simões. Da legenda, também subscreveram os deputados Sandro Régis, Kátia Oliveira, Marcelinho Veiga e Pedro Tavares.
Como mostrou a coluna Radar do Poder de ontem (clique aqui para ler), os aliados de Elmar temem perder recursos para obras e ações nos redutos eleitorais indicadas pelo deputado federal via emenda ou por meio da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).
Além disso, Elmar é o favorito para suceder o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), e abocanhar uma fatia ainda maior de poder e influência política. Para dar esse passo em Brasília, o deputado baiano tem se aproximado do PT, sobretudo do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Política Livre
Fonte: Site Política Livre


