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Sanches tratou Binho Galinha como “investigado”, chegando a dizer que a Casa não deveria se precipitar 19 de dezembro de 2023 | 15:54
Alan Sanches diz que Assembleia precisa ser ‘provocada’ para se posicionar sobre Binho Galinha; entenda
Questionado sobre o futuro do deputado Binho Galinha (Patriota) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o líder da oposição ao governo na Casa, deputado Alan Sanches (UB), deu seu parecer sobre a possibilidade de cassação do mandato do primeiro parlamentar nesta legislatura. Binho foi denunciado à Justiça acusado de comandar um grupo miliciano.
De acordo com Sanches, o “juízo de valor” que tem do colega se refere ao comportamento dele na Assembleia, que seria “extremamente cortês”, “aprazível” e “amistoso com os colegas, sempre dando risada”. “Esse é o Binho que eu conheço. Agora, a partir do momento que a gente vai tratar qualquer coisa, aí precisa, primeiro, a Assembleia ser provocada. Pode dizer que foi pela imprensa, não precisa nem de Ministério Público (MP). Mas caberia à bancada do governo se posicionar, ou a própria presidência da Casa se posicionar”, disse, em coletiva de imprensa na AL-BA, na manhã desta terça-feira (19).
O deputado do União Brasil também reforçou que o fato de a Assembleia não ter, ainda, um Conselho de Ética, chama a atenção. “Acho que pela ausência de problemas, graças a Deus, na Casa, com relação aos deputados, digamos assim, ‘menosprezou’ um pouco [a manutenção] do Conselho de Ética, porque não tinha atuação”, justificou. Acrescentou, em seguida, que pediria ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), para instalar um.
Ainda na coletiva, Sanches inicialmente tratou Binho Galinha como “investigado”, chegando a dizer que a Casa não deveria se precipitar (ao pedir uma cassação do mandato, por exemplo). Ao ser informado pelos jornalistas de que a Justiça já tinha aceitado a denúncia contra o parlamentar, disse que, no momento, a Assembleia caminha para “finalizar as votações dos processos legislativos”, o que deve ocorrer até amanhã, quarta-feira (20).
“Mas isso não impede que a Casa seja convocada para estar presente, sem remuneração, pra tratar desse assuntou ou qualquer outro projeto”, completou Alan Sanches.
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Fonte: Site Política Livre


