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O posicionamento desagradou o líder do União Brasil na Casa, Marcinho Oliveira, proponente da reunião. 07 de novembro de 2023 | 21:05
Em audiência na Assembleia, Osni Cardoso faz alerta sobre trabalho escravo na produção de sisal
O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso (PT), afirmou nesta terça-feira (07) que não se pode “fechar os olhos” para produtores de sisal que adotam mão de obra assemelhada à escrava na Bahia. Ele fez a colocação durante audiência pública que debateu a crise no setor, que aconteceu na Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa. O posicionamento desagradou o líder do União Brasil na Casa, Marcinho Oliveira, proponente da reunião.
“Se o sisal entrar na lista do trabalho escravo internacional, isso vai prejudicar toda a economia do setor, que é 80% voltada para a exportação. Nenhum país vai querer comprar de quem pratica isso. Não se pode fechar os olhos para essa questão porque 15 mil pessoas que atuam nos motores e nas indústrias de sisal na Bahia podem ser prejudicadas”, disse Osni, que foi prefeito de Serrinha, município da região sisaleira.
Para uma plateia formada de produtores, prefeitos e parlamentares do governo e da oposição, Osni defendeu medidas para enfrentar a crise da produção sisaleira, por conta de fatores como a queda de até 54% nos preços de janeiro a dezembro e a seca. A Bahia é o maior produtor de sisal do Brasil.
Entre essas ações está o investimento em pesquisa e a intermediação do Estado para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do governo federal, destine R$20 milhões para a aquisição do sisal estacionado, além de soluções de armazenamento.
A audiência foi marcada por críticas pela ausência do secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Tum, que optou por mandar representante (clique aqui para ler). Em discurso no plenário da Assembleia, já pela tarde, Marcinho Oliveira acusou o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego (MT) de perseguirem produtores de sisal com acusações de prática de trabalho escravo.
Em operação realizada entre 22 de outubro e 2 de novembro, o MPT e o MPT, com apoio da Polícia Federal, resgataram pessoas submetidos a condições degradantes de trabalho em motores de sisal nos municípios de Jacobina e Várzea Nova, no norte da Bahia.
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Fonte: Site Política Livre



