Foto: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil
Banco Central 13 de dezembro de 2023 | 19:56
Brasil cai para 2º lugar em ranking de juros reais com corte na Selic
O Brasil perdeu a liderança no ranking mundial de juros reais com a redução da taxa básica para 11,75% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central desta quarta-feira (13).
O juro real no Brasil está em 6,11% ao ano, valor inferior ao do México (6,58%), segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou.
Essa taxa é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses, de 3,9%, considerando dados do relatório Focus do BC, e dos juros de mercado de 12 meses à frente —utilizando o contrato de Depósito Interbancário no dia da reunião do Copom.
Os dois países trocaram de posição em relação ao verificado na reunião do comitê de novembro, quando o Brasil estava em primeiro lugar, com uma taxa de 6,9% ao ano.
Segundo o levantamento, essa mudança reflete, por exemplo, a combinação de inflação mais baixa e cenário externo positivo, ainda que as recentes declarações do governo em relação à questão fiscal possam afetar a curva de juros.
De acordo com o portal, o movimento global de aperto monetário perdeu força e o contexto majoritário entre os bancos centrais é de manutenção das taxas.
Entre 176 países, 81,82% mantiveram os juros, 8,52% elevaram e 9,66% cortaram. No ranking de 40 países, 92,5% mantiveram, 5% elevaram e 2,5% cortaram, entre eles o Brasil.
Em termos nominais, o Brasil continuou na sexta posição. As maiores taxas ao ano coletadas pelo portal são as da Argentina (133%), Turquia (40%), Rússia (15%), Colômbia (13,25%) e Hungria (13%).
Entre as grandes economias, os EUA estão com juro real de 1,63% ao ano, e a China com 0,61%.
Apenas seis países do levantamento ainda possuem juro real negativo, entre eles Japão (-2,63%) e Argentina (-23,49%).
Folhapress
Fonte: Site Política Livre



