Milicianos que atuam em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, estão “terceirizando” mão de obra de traficantes da Região Oceânica da cidade. A tática faz parte das investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Vereadores do município.
Segundo os relatos e as investigações, a aliança entre traficantes e milicianos, que aconteceria principalmente com pequenos vendedores de drogas, se dá em duas partes: domínio territorial e controle dos serviços públicos.
As facções criminosas de traficantes estariam atuando no controle da venda de drogas da região e, além disso, estariam cobrando taxas de serviços diversos. No entanto, o lucro destas cobranças seria repassado para os milicianos.
“Em Niterói, eles [os milicianos] não dominam territórios. Os territórios são dos traficantes, como sempre foram. Eles exploram esses serviços e é mais fácil, principalmente para os agentes policiais [envolvidos com as milícias] lucrarem com isso sem ter que dominar todo o território”, disse a testemunha, que não quis se identificar por questões de segurança.
O assunto já chegou à CPI das Milícias instaurada na Câmara de Vereadores de Niterói. O vereador, Sandro Araújo (PPS), afirmou que alguns traficantes são “terceirizados” para fazer o “serviço sujo”.




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