Seis pessoas morreram depois da tempestade da noite da quarta-feira (6) no Grande Rio. A forte chuva acompanhada de ventania causou apagões, derrubou árvores, alagou vias e fechou a Avenida Niemeyer, onde um trecho da ciclovia desabou.
Dois ônibus foram atingidos por deslizamento de terra e árvore na Avenida Niemeyer. Em um deles, dois corpos foram retirados. Um foi de uma mulher que estava sentada atrás do banco do motorista. O condutor conseguiu sair do veículo e teve escoriações.
Com a força do deslizamento de terra, o ônibus foi jogado contra a mureta da avenida e invadiu a ciclovia, quase caindo encosta abaixo.
Duas retroescavadeiras são usadas nos trabalhos. Os bombeiros tentam tirar uma árvore que está em cima do ônibus e esmagou a parte dianteira.
Resumo
- A tormenta começou por volta das 20h30, quando o Rio entrou em estágio de atenção;
- Às 22h15, passou-se para o estágio de crise;
- Seis mortes: duas em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e duas na Avenida Niemeyer;
- Um novo trecho da ciclovia da Niemeyer desabou com deslizamento de terra. A via está interditada e não tem previsão de reabertura;
- Pelo menos 170 árvores caíram, segundo a Prefeitura do Rio; algumas derrubaram a fiação e causaram apagões;
- Às 8h30 eram 10 pontos de alagamento nos bairros do Leblon, Barra da Tijuca, Gávea, Ipanema, Itanhangá, Botafogo e São Conrado;
- Registraram-se rajadas de 110 km/h no Forte de Copacabana, o que caracteriza tempestade violenta;
- A previsão é de mais chuva hoje, mas não tão forte quanto a da quarta-feira. Entenda por que choveu tanto no Rio;
- Crivella decretou luto oficial de três dias pelas mortes;
- O governador Wilson Witzel afirmou que várias sirenes foram acionadas em áreas de risco;
- Telefones úteis: 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil, que deve ser informada sobre riscos de desabamento);
- A Defesa Civil recomenda que os moradores se cadastrem no serviço gratuito de alertas via SMS. Basta enviar o CEP do imóvel para o número 40199, por mensagem de texto.




