Após 17 anos o processo contra o ex-prefeito de Coronel João Sá, no nordeste baiano, José Romualdo Souza Costa, que deveria estar no fórum de Jeremoabo, na mesma região, caiu no bordão “ninguém sabe, ninguém viu”.
O ex-gestor é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), quando governava a cidade em outro mandato, no caso 2004. Para o MP, Romualdo forjou o pagamento dos professores do ensino fundamental à época.
O ex-prefeito ainda teria usado carimbos do Banco do Brasil para legitimar o processo, fato negado pela agência. Na ação civil, o MP ainda diz que Romualdo montou a folha para desviar recursos, além de ter se enriquecido ilicitamente. O pagamento ainda teria sido feito de forma incompleta. A denúncia do sumiço do processo foi feita pelo vereador José dos Santos Filho. Procurado pelo Bahia Notícias, o juiz Paulo Eduardo Menezes confirmou o não recebimento da peça jurídica no fórum de Jeremoabo. Fato também relatado pelo escrivão Luiz Dantas Montalvão, do mesmo fórum. O fato, segundo o juiz, já foi informado ao MP, autor da acusação. “Por aqui, não recebemos”, disse o juiz. O paradeiro do processo se tornou um mistério.
Entenda o caso:
O juiz Roque Ruy Barbosa de Araújo, de Jeremoabo, região de Paulo Afonso, no nordeste baiano, afastou o ex-prefeito de Coronel João Sá, José Romualdo Souza Costa, por atos de improbidade administrativa, a popular corrupção.
José Romualdo Costa PP, de Coronel João Sá, ficou afastado do cargo por um prazo de 90 dias, conforme a decisão do magistrado à época.Romualdo foi denunciado pelo promotor Leonardo Cândido Costa,
acusado de ter superfaturado uma folha suplementar de abono para os professores, com recursos do Fundef, segundo as constatações do promotor Leonardo Cândido. Ou seja, os professores receberam um valor, mas na folha consta um montante maior.



