As buscas pelas vítimas levadas pelo “mar de lama” provocado pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), completam um mês nesta segunda-feira (25). Ao longo destas quatro semanas, a megaoperação passou por diferentes fases e empregou técnicas variadas.
“Agora é um momento de paciência. São escavações, que têm que ter método, ter tecnologia e ter organização”, afirma o tenente-coronel Anderson Passos.
Entre 25 de janeiro e este 25 de fevereiro, a procura por sobreviventes e por corpos foi rotina para centenas de militares e voluntários. “O trabalho começa às 5h, quando as equipes se levantam. Às 6h30, nós nos reunimos para uma orientação, um briefing de segurança e de diretrizes do que vai ser feito ao longo do dia. As equipes são lançadas a campo. (…) Ao final do dia, quando as equipes retornam, elas nos dão um feedback de como foi o rendimento do planejamento. Fazemos então, a seguir, uma reunião para planejarmos o dia seguinte e tudo se repete”, diz o oficial.
Segundo ele, ainda não é possível estimar por quanto tempo este esquema de trabalho vai perdurar.
De acordo com o último balanço, 177 mortes foram confirmadas. Outras 133 pessoas continuam desaparecidas.



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