Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
O ministro Flávio Dino 06 de outubro de 2023 | 12:10
Oposição aperta cerco a Flávio Dino e marca depoimento na Câmara para dia 10
A oposição na Câmara apertou o cerco a Flávio Dino e marcou para o dia 10 de outubro o depoimento do ministro da Justiça e Segurança Pública. O movimento é capitaneado pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), presidente da Comissão de Segurança Pública. A ideia da oposição é aproveitar a onda de críticas feitas a Dino, que tem futuro incerto na pasta.
Sanderson enviou ofício para o Ministério da Justiça apenas avisando o dia da audiência. Geralmente, os presidentes de comissões costumam consultar os convocados sobre a data de depoimento. A estratégia adotada pelo deputado foi aguardar a aprovação do maior número possível de requerimentos de convocação, para poder “apertar” Dino sobre diversos temas.
A lista é extensa: a atuação do ministro junto à Polícia Federal; política de acesso às armas; crise na segurança pública; controle de conteúdo considerado danoso no Youtube; críticas a parlamentares em entrevistas; impacto de invasões de terras na segurança urbana e rural; e o corte no orçamento de 2024 para combate ao crime; prisões do 8 de janeiro e do caso da fraude no cartão de vacina.
Crise na segurança pública
O governo do presidente Lula da Silva vive um momento de desgaste por causa da crise na segurança pública, principalmente diante dos problemas na Bahia, Estado que foi governado pelo atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, e tem gestão petista há 16 anos, e também no Rio de Janeiro. Há pressão, dentro do próprio PT, para que o Ministério da Justiça e Segurança Pública seja dividido. Para completar, Dino é visto como possível indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que já promove a disputa pelo comando da pasta.
Como resposta à crise, Dino lançou nesta semana um pacote de medidas para combater o crime organizado no País. A iniciativa, porém, foi considerada por especialistas da área e integrantes da Comissão de Segurança Pública da Câmara como genérica e pouco resolutiva, diante do desafio a ser enfrentado. Nos bastidores, líderes do PT fizeram coro às críticas, sob o argumento de que não foram chamados para a discussão do programa.
Augusto Tenório/Estadão Conteúdo
Fonte: Site Política Livre




