Dipirona é um dos remédios em falta nas prateleristas de drogarias e unidades de saúde
O Brasil corre risco de desabastecimento de remédios como dipirona, aquele mesmo que você toma em casos de febre ou dor de cabeça. A escassez, que já dura ao menos dois meses, extrapola os limites das drogarias.
Uma pesquisa da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), feita com 106 estabelecimentos como hospitais, clínicas especializadas e empresas que fornecem serviço de home care em 13 estados e no Distrito Federal, revela que o problema também atinge unidades de saúde.
A ausência de mercadorias causa efeitos colaterais sensíveis: 40% das entidades que participaram do levantamento informaram que adquiriram o soro num preço duas vezes maior do que o praticado no mercado.
Com a neostigmina (de combate à doença autoimune que causa fraqueza nos músculos), 53% apontaram que o estoque atual não chega a 25% do necessário.
Segundo o presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, em entrevista ao jornal O Globo, o preço médio do soro para unidades de saúde ficava em torno de R$ 3,50 antes da crise.
Cerca de 95% dos insumos para produzir medicamentos , incluindo o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o chamado insumo fundamental, vêm da China e da Índia. Entre os principais motivos para a escassez, estão: a alta do dólar e do barril de petróleo, cujos derivados são usados para produzir embalagens, e o aumento pela demanda por medicamentos como antibióticos durante o inverno. Além disso, a inflação também eleva o custo da cadeia de transportes.




