Foto: DivulgaçãoA deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) 04 de abril de 2023 | 19:00
Em audiência pública sobre novo ensino médio, Olívia defende projeto de educação que atenda as necessidades de todos
A Assembleia Legislativa da Bahia foi palco nesta terça-feira (4) da audiência pública “Revogação do Novo Ensino Médio e Valorização dos Profissionais da Educação”, promovida pela Comissão da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos, a pedido da APLB Sindicato e dos movimentos estudantis.
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), presidente da comissão, lembrou que esse tema está na ordem do dia e que a revogação é parte da pauta principal dos movimentos em todo o Brasil. “A reforma do ensino médio é uma herança do governo Temer, que colocou uma série de agendas que representam os interesses de mercado. Precisamos defender um projeto educacional que possa atender as necessidades de emancipação do povo brasileiro. A decisão do presidente Lula tem impacto e vamos fazer todo acompanhamento pela comissão. Essa será uma das nossas prioridades, pois estamos na luta em defesa da valorização da escola pública, em defesa de um projeto de país”, afirmou Olívia.
O presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira, frisou que “não dá para fazer esse Apartheid social na Educação brasileira. Teremos que reconstruir, pois a Educação do Brasil estava sendo desmontada. Pretendemos criar uma frente parlamentar estadual pela revogação do Ensino Médio”.
Os estudantes marcaram presença na audiência, demonstrando preocupação com essa proposta tão desigual. O presidente da UEB, Pedro Lucas ressaltou que “se fosse resumir o que significa para os estudantes de escola pública o novo ensino médio seria a institucionalização da desigualdade. Queremos uma escola que nos possibilite o acesso à universidade. O novo ensino médio não nos representa”.
Durante a audiência, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) frisou que o novo ensino médio é uma tragédia anunciada. “O novo ensino médio propõe um currículo mínimo. Teremos um ensino para ricos e pobres. Desconstrói qualquer tipo de perspectiva de continuidade pedagógica. Não vamos aceitar esse retrocesso”, disse.
A presidenta da ACEB, Marinalva Nunes destacou a importância do debate. Segundo ela, a reforma do ensino médio em vez de integrar, desintegra.
Também presente na atividade, Ivanilda Brito, da CTB-BA disse que “estamos retroagindo, principalmente no processo educacional, esse novo ensino médio não traz nada de bom para nossos filhos e netos. Todo processo nessa vida é luta!”
O presidente da Abes, Victor Queiroz, lembrou que não foi feita nenhuma consulta pública. “É uma reforma excludente. Ela destrói a perspectiva de ir para a Universidade”.
Representante da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), a professora Rosário, superintendente de Recursos Humanos, ressaltou que a pasta está à disposição para esse diálogo e que o órgão está atento às deliberações do governo federal.
Como encaminhamento da audiência ficou deliberado o acompanhamento da comissão desse processo de transição, a participação da comissão no seminário nacional sobre a temática e também na mobilização de rua.
Fonte: Site Política Livre




