A crise administrativa e financeira no município de Cícero Dantas, no nordeste baiano, segue gerando insatisfação e polêmica entre servidores e a população. Denúncias recentes apontam atrasos em pagamentos a fornecedores, falta de combustível em ônibus escolares e demissões de funcionários contratados, o que tem impactado diretamente o comércio local e os serviços públicos.
Na última semana, o assunto voltou a repercutir após relatos de servidores que, além de enfrentarem dois meses de salários atrasados, receberam valores considerados simbólicos — R$ 50, R$ 46 e até R$ 12 — nos contracheques referentes à terça-feira (14).
A situação provocou indignação e viralizou nas redes sociais, sendo vista como mais um episódio do que moradores classificam como descaso com os trabalhadores do município.
Posicionamento da Prefeitura
Após a repercussão negativa, a Secretaria Municipal de Educação de Cícero Dantas divulgou uma nota oficial por meio do setor de Recursos Humanos, reconhecendo que houve um erro no processamento da folha de pagamento.
Segundo o comunicado, o problema foi causado por uma “inconsistência” nos arquivos de remessa, o que resultou em lançamentos indevidos e valores incorretos para parte dos servidores temporários.
A nota afirma ainda que o equívoco será corrigido na próxima folha de pagamento, e que os valores pagos a menor serão regularizados.
Confira trecho da nota divulgada pela gestão municipal:
“Devido a um equívoco na geração da remessa de pagamento dos arquivos referentes aos eventos remuneratórios, ocorreram lançamentos indevidos que resultaram em diferenças nos valores recebidos por alguns servidores em regime temporário.
A equipe técnica responsável já identificou a inconsistência e está adotando as providências necessárias para a devida correção, garantindo que os ajustes sejam realizados de forma transparente e conforme as normas legais vigentes.”
Enquanto a prefeitura promete corrigir o problema, o clima entre os servidores segue de insegurança e insatisfação, diante da soma de atrasos, demissões e instabilidade financeira que têm marcado a atual gestão.


