O analfabetismo continua sendo um dos maiores desafios sociais da região do Semiárido baiano, e os números mais recentes são alarmantes. Em Jeremoabo, por exemplo, apenas 73,7% da população com 15 anos ou mais está alfabetizada, o que significa que mais de 26% desse público permanece analfabeto.
A situação se repete em diversos municípios vizinhos, revelando que a realidade da educação básica ainda é um problema grave que atravessa gerações.
📊 Cenário por cidades
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Pedro Alexandre – Quase 32% da população com 15 anos ou mais é analfabeta.
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Coronel João Sá – Apenas 68,29% alfabetizados; cerca de 31,7% permanecem analfabetos.
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Santa Brígida – Aproximadamente 29% da população é analfabeta.
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Sítio do Quinto – Quase 28% não sabem ler nem escrever.
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Cícero Dantas – Situação um pouco melhor, mas ainda com mais de 24% de analfabetos.
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Antas e Canudos – Os municípios apresentam os índices menos graves da região, com cerca de 19% de analfabetos entre pessoas com 15 anos ou mais.
📉 Bahia amarga último lugar
No cenário estadual, a realidade é ainda mais preocupante: a Bahia ocupa a última posição no país em alfabetização de jovens e adultos. O índice de analfabetismo no estado chega a ser o dobro da média nacional, o que reforça a necessidade urgente de medidas concretas e efetivas.
Apesar dos programas lançados em âmbito federal e estadual, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Bahia Alfabetizada Criança, os dados mostram que pouco avançou até aqui. O desafio está em transformar as iniciativas em resultados práticos, capazes de reverter esse quadro.
⚠️ Um chamado à reflexão
O dado é preocupante não apenas pelo impacto individual na vida das pessoas, mas também pelo reflexo em toda a sociedade: o analfabetismo limita o acesso a oportunidades, gera desigualdade social e dificulta o desenvolvimento econômico da região.
Diante desse cenário, cresce a necessidade de cobrar das autoridades políticas públicas efetivas, que contemplem desde a alfabetização das crianças na idade certa até programas de incentivo à educação de jovens e adultos que não tiveram acesso à escola.



