O desenvolvimento dos meios de comunicação em Jeremoabo passou por diversas fases até chegar ao formato atual. Antes do surgimento das rádios locais, a população acompanhava transmissões de grandes emissoras da Bahia e do Rio de Janeiro, que influenciavam o consumo de entretenimento, notícias e principalmente o interesse pelo futebol.
Na ausência de emissoras próprias, o principal meio de comunicação local eram os sistemas de alto-falantes instalados em pontos estratégicos da cidade. Os primeiros equipamentos funcionavam ligados ao antigo Cine Polo Norte, administrado por Messias, que também atuava com sonorização em Paulo Afonso. Os alto-falantes anunciavam a programação do cinema e, aos domingos, transmitiam músicas e mensagens enviadas por moradores.
Com o tempo, outros sistemas sonoros passaram a funcionar, como o operado por Senhorinha, já no período em que o cinema pertencia a Zequinha. No entanto, o equipamento que marcou época pela força do som e pela popularidade foi o alto-falante de Galdencinho, instalado na Praça Coronel Antônio Lourenço. O local se tornou ponto de encontro, onde músicas de artistas consagrados eram oferecidas, dedicadas e acompanhadas por brincadeiras e paqueras típicas do período.
A comunicação local deu um passo adiante com a criação da Rádio Vaza-Barris, iniciativa considerada pioneira de Antônio Manuel. Anos depois, outras emissoras surgiram, entre elas a Jeremoabo FM e a Rádio Alvorada, ampliando o alcance das informações e profissionalizando a comunicação no município. Paralelamente, os carros de som passaram a fazer parte do cotidiano, complementando os meios existentes.
O resgate dessas memórias reforça a importância da evolução tecnológica e do papel dos diferentes sistemas que marcaram gerações. As lembranças destacam como os primeiros equipamentos foram fundamentais para aproximar a comunidade, transmitir mensagens e consolidar a comunicação em Jeremoabo.




