A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), que integra a operação Lava Jato, encontrou 17 mil caixas de documentos da Trans-Expert em um depósito localizado na Pavuna, na Zona Norte do Rio.
De acordo com o jornal O Globo, procuradores afirmaram à reportagem que a transportadora era usada como uma espécie de banco do esquema do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A tarefa da empresa era guardar e distribuir o dinheiro de propinas pagas por empresários.
Segundo o Globo, as caixas estavam armazenadas no depósito, num espaço que era arrendado pela Trans-Expert para a custódia dos documentos. A transportadora, no entanto, deixou de efetuar os pagamentos para que os papéis ficassem guardados no local . A empresa que armazenava os objetos resolveu então comunicar, no fim do ano passado, aos procuradores da Lava-Jato sobre a existência desses papéis, até então desconhecidos pelos investigadores.
Entre os papéis encontrados, há comprovantes de entregas de dinheiro a diversas pessoas, inclusive algumas que não estavam no radar da força-tarefa da Lava-Jato. Alguns documentos que estavam no depósito já serviram como elementos de prova para que o MPF solicitasse a nova prisão do ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner, que ocorreu na última sexta-feira. Foi a segunda vez que ele foi preso na Lava Jato.




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