A Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos de Santa Brígida anunciou o lançamento de um programa contínuo de Educação Ambiental e Coleta Seletiva, em parceria com a Associação Acam Recicla. A proposta tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da gestão sustentável de resíduos sólidos, além de incentivar a prática da coleta seletiva.
O projeto prevê palestras com especialistas da área, como a engenheira Carla Jaires e a perita ambiental Elizabeth Piropô, além da equipe de Educação Ambiental da própria associação. As ações serão realizadas tanto na sede — no Auditório Paulo Magalhães — quanto em povoados da zona rural, como Marancó, Colônia e Minuim.
Apesar do caráter louvável da iniciativa, é preciso questionar até que ponto a proposta sairá do papel para se tornar uma prática real no cotidiano da população. Programas semelhantes, em outros municípios, muitas vezes esbarram na falta de estrutura para coleta seletiva, na ausência de fiscalização e, sobretudo, na carência de políticas públicas que deem continuidade ao trabalho iniciado e praticado.
Outro ponto crítico é a participação popular: de pouco adianta promover palestras se não houver incentivos concretos para que as famílias adotem práticas sustentáveis em casa. Sem campanhas permanentes de engajamento e a garantia de logística adequada para o destino dos resíduos, há o risco de que o programa acabe se tornando mais uma ação pontual de conscientização, sem impacto prático no município.
Ainda assim, o lançamento representa um primeiro passo importante para colocar a pauta ambiental em evidência em Santa Brígida.
A questão que permanece é: haverá continuidade, fiscalização e investimento suficientes para transformar a teoria da sustentabilidade em prática e resultados visíveis na vida da população?




