Foto: Valdemiro Lopes/CMS/Arquivo
Presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Carlos Muniz (PSDB) 05 de dezembro de 2023 | 15:24
Carlos Muniz diz que Bruno Reis não deve ajudar partidos que insistam em disputar eleições sem vereador
Presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Carlos Muniz (PSDB) disse a este Política Livre que o prefeito Bruno Reis (União) vai enfrentar problemas na própria base se aceitar que partidos aliados montem chapas proporcionais para o pleito de 2024 sem vereadores de mandato. A expectativa é que o chefe do Executivo municipal tenha o apoio de pelo menos oito legendas, contabilizando a federação formada pelo PSDB e o Cidadania.
“Você tem hoje 32 vereadores que apoiam Bruno, que são aliados do Executivo e que estão hoje, alguns deles, em partidos que não devem mais permanecer na base. Então, esse número precisa ser distribuído entre as siglas. Assim, teremos uma disputa equilibrada, sem favorecer ninguém”, declarou Muniz.
“Caso alguém queira ter a postura de não aceitar vereador de mandato e fazer uma chapa dessa forma, Bruno Reis não deve ajudar a montar esse partido. Ele que se faça sozinho. Caso contrário, o prefeito vai brigar com a própria base”, acrescentou o presidente da Câmara.
Muniz reforçou que a federação formada por PSDB e Cidadania “não aceitará mais vereador de mandato porque já possui quatro” – o presidente não conta o Joceval Rodrigues, ainda filiado ao segundo partido e que é aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O tucano acredita que o grupo sairá das urnas com seis a sete vereadores eleitos e como a terceira maior força na Câmara Municipal, atrás apenas do União Brasil e da federação formada por PT, PCdoB e PV. “O trabalho está fluindo bem e teremos uma lista de candidatos forte”.
Bruno Reis disse hoje à imprensa, durante a inauguração do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Valéria, que vai atuar na montagem das chapas proporcionais dos partidos aliados. Ele frisou que não terá, como em 2020, o apoio de 14 legendas, até porque o número de agremiações partidárias caiu por conta das federações e fusões recentes.
Já estão na base do prefeitos os partidos União Brasil, PSDB/Cidadania, Republicanos, PDT e PP. Também caminham para apoiar Bruno Reis o PL, o DC e o PRD.
O Política Livre já mostrou que metade da Câmara analisa trocar de partido, o que inclui os três vereadores do Podemos – Ricardo Almeida, Sidninho e Toinho Carolino -, sigla que deixou a base de Bruno Reis para apoiar Jerônimo.
Política Livre
Fonte: Site Política Livre


