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O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Luiz Caetano, desponta como favorito, segundo as pesquisas 22 de outubro de 2023 | 08:49
Camaçari: grupos políticos colocam passado e presente para disputar futuro da cidade
A disputa pela Prefeitura de Camaçari tende, mais uma vez, a ser polarizada entre os dois grupos que, historicamente, batalham para assumir o controle da gestão municipal. De um lado, o PT, liderado na cidade pelo secretário de Relações Institucionais da Bahia, Luiz Caetano, ex-prefeito da cidade por três vezes, que tenta voltar. No campo da situação, o prefeito Antonio Elinaldo (UB), que não pode mais se reeleger, mas trabalha para arrumar a casa e manter seu grupo à frente da máquina municipal pela terceira eleição seguida.
Se há boa definição nos campos políticos, falta a mesma clareza sobre os nomes que devem aparecer nas urnas em 2024. Caetano, apesar de ser franco favorito dentro do seu grupo, pode abrir mão do pleito em favor de sua mulher, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Com uma vida fora da política, Ivoneide foi candidata à Prefeitura em 2020, quando Caetano estava impedido de concorrer por estar com os direitos políticos suspensos em virtude de condenação em segundo grau de jurisdição por improbidade administrativa.
A celeuma jurídica-eleitoral foi resolvida em 2021, quando o desembargador Maurício Kertzman Szporer, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), cancelou a condenação do ex-prefeito da cidade. Nas urnas, Ivoneide não fez feio. Obteve 40% dos votos – mais de 52 mil sufrágios – mas foi superada por Elinaldo, que conseguiu garantir a reeleição. Dois anos depois, na disputa para a Câmara dos Deputados, a esposa de Caetano repetiu o bom desempenho e foi a candidata mais votada da cidade, com 38 mil votos, 25 mil a mais que o apadrinhado por Elinaldo, o deputado Paulo Azi (UB).
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT)
Ao Política Pod, podcast deste Política Livre, Caetano disse que a decisão de quem vai aparecer na urna em seu grupo ficará para o próximo ano, já que tanto ele quanto a mulher surgem liderando as pesquisas de intenções de voto no município. No campo do governo Elinaldo, também há dois nomes postos: o do presidente da Câmara Municipal, Flávio Matos (UB), e o atual vice-prefeito da cidade, José Tude (UB). A disputa pela indicação, que já contou com mais de cinco postulantes, foi afunilada no último mês, com um anúncio feito ao lado do líder da oposição na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB).
O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (UB)
Em prol de Flávio Matos, pesa o fator “renovação”. Jovem, o comandante do Legislativo foi o político mais votado na cidade para a Câmara em 2020, quando angariou 3.345 sufrágios. Entre outras coisas, aliados citam Matos como uma opção ao desgaste (grande) do nome de uma figura já conhecida como Caetano, que apesar de levar o apelido de “Simpatia”, conta também com a antipatia de parte do eleitorado, sobretudo por ter comandado a cidade em três oportunidades e ainda ter feito o sucessor Ademar Delgado (PT), que não conseguiu se reeleger.
O presidente da Câmara de Camaçari, Flávio Matos
Já para Tude, a argumentação é justamente o contrário: a experiência. Ex-prefeito da cidade por três vezes, ex-deputado estadual e federal, e hoje vice de Elinaldo, o político conheceria bem a máquina municipal, é um nome que já povoa a cabeça do eleitorado e igualaria a disputa contra Caetano num embate entre feitos nas gestões. A decisão sobre o nome que tentará a terceira gestão do DEM/UB deve ficar, assim como no grupo do secretário Luiz Caetano, para o próximo ano.
Alexandre Galvão
Fonte: Site Política Livre




