Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
Armas encontradas em Carapicuíba, na Grande São Paulo 21 de outubro de 2023 | 12:41
Polícia encontra 5 metralhadoras e 4 fuzis furtados de quartel de Barueri
A Polícia Civil encontrou em São Roque, no interior de São Paulo, nove armas que fazem parte do arsenal furtado do quartel em Barueri, na região metropolitana da capital.
A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança, Guilherme Derrite, na madrugada deste sábado (21). Segundo ele, foram localizadas cinco metralhadoras .50 e quatro fuzis de calibre 7,62.
A apreensão das armas resultou de uma investigação da Delegacia de Carapicuíba, na região metropolitana da capital.
Ao todo, 21 armas desapareceram do Arsenal de Guerra. Oito já haviam sido encontradas na Gardênia Azul, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, área de atuação de uma narcomilícia ligada à facção Comando Vermelho.
Derrite disse, em Carapicuíba, que a localização das armas ocorreu após um trabalho de inteligência da Polícia Civil. Os policiais descobriram que o armamento seria entregue a um grupo de criminosos.
Os investigadores se dirigiram ao local da entrega, uma área de mata, e, segundo o secretário, foram recebidos com disparos de armas de fogo. A SSP diz que dois homens atiraram contra as equipes de policiais e, em seguida, fugiram em direção à mata. Ninguém foi preso.
Após a apreensão, uma equipe do Exército confirmou que as armas faziam parte do arsenal furtado.
De acordo com Derrite, várias seccionais da polícia de São Paulo realizam operações para encontrar o armamento furtado, especialmente as que são mais próximas ao quartel de Barueri.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) parabenizou a Delegacia Seccional de Carapicuíba pelo encontro das armas. “A dedicação e o trabalho profissional dos nossos policiais impõe mais um revés ao crime”, disse.
O Comando Militar do Sudeste investiga o desaparecimento das armas desde o dia 10 de outubro. Um Inquérito Policial Militar foi aberto para apurar as circunstâncias do furto. A investigação tem prazo de 40 dias e é conduzida sob sigilo.
A falta de 13 metralhadoras .50 (antiaéreas) e oito de calibre 7,62 foi notada durante uma inspeção. O Exército afirmou que os armamentos são inservíveis “e que foram recolhidos para manutenção”.
Nesta sexta (20), o coronel Mário Victor Vargas Júnior, 48, foi nomeado diretor do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri. Ele ficará no lugar do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, exonerado após o furto.
Cristina Camargo/Folhapress
Fonte: Site Política Livre




