A candidata a vice-governadora na chapa de ACM Neto (União Brasil), Ana Coelho (Republicanos), decidiu quebrar o silêncio. Em entrevista a este Política Livre, ela fala sobre as representações de que foi alvo na Justiça Eleitoral, critica o que chamou de “ataques machistas” dos adversários e diz que mudou sua declaração racial no TRE de parda para branca. Ana ainda conta como tem sido a experiência na política, a sua primeira como candidata, e revela que a receptividade do público tem sido positiva, especialmente das mulheres: “me procuram para dizer que se sentem representadas”.
Confira a entrevista na íntegra:
A senhora teve sua candidatura questionada na Justiça Eleitoral, mas o TRE rejeitou as representações. Como tem visto essa situação?
Esses ataques acontecem desde o primeiro dia que fui anunciada como candidata a vice-governadora. Muita gente que se diz defensora das mulheres não está preparado para ver uma mulher em posição de destaque. Já tentaram impugnar minha candidatura, mas o TRE rejeitou por unanimidade estas representações. Então, o que posso dizer é que seguimos trabalhando, ao lado de ACM Neto, com muita empolgação por uma Bahia melhor para o nosso povo.
Mesmo com a rejeição das representações pela Justiça, seus adversários continuam rendendo o assunto. Por que a senhora acredita que isso acontece?
Machismo. Não há outra palavra para definir o que está acontecendo. Já teve um político que se referiu a mim pejorativamente como “aquela menina”, numa atitude machista e desrespeitosa. Eles acham que estão atacando a mim, mas na verdade estão atacando todas as mulheres. A verdade é que tem muito político que não está preparado para ver mulheres em posição de destaque, ainda mais pelo fato de que posso ser a primeira vice-governadora eleita da Bahia. Eu estou aqui representando todas as mulheres que clamam por maior participação na política.
A senhora também foi alvo de críticas por sua autodeclaração racial. O que tem a dizer sobre o assunto?
Como se não bastasse tudo isso, partiram para me atacar na minha autodeclaração. A situação é simples. Após verificar o erro nos dados da minha ficha no TRE, alterei o item cor/raça para branca, acabando com as especulações. A alteração foi feita dentro do prazo legal exigido e não recebi nenhum valor indevido.
A senhora nunca foi política e disputa agora sua primeira eleição. Como tem sido essa experiência?
Tem sido uma experiência incrível. A Bahia é magnífica e com um potencial imenso. As pessoas têm demonstrado por mim um carinho imenso, principalmente as mulheres, que me procuram para dizer que se sentem representadas, que acham importante ter mais mulheres na política. Isso me dá




